Planejar a mesada dos filhos é um assunto que desperta dúvidas em muitos pais. Afinal de contas, qual é o momento certo para começar? Qual valor devemos dar? Ela deve ser associada a bom comportamento e bom desempenho escolar? No post de hoje, trouxemos 5 dicas para você usar esse dinheiro como um instrumento de educação financeira, que ensinará aos seus filhos boas práticas para o resto da vida.

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1. Saiba quanto seu filho gasta

Antes de definir quanto dar de mesada, é preciso definir qual o gasto mensal. Por isso,  registre todos os gastos do seu filho sem que ele saiba: lanche escolar, passeios, brinquedos, entre outros.

2. Use a escassez para educar

O valor das despesas do seu filho serve de base, mas você não deve dar uma quantia que cubra todos os gastos do mês. A mesada deve ser uma ferramenta de uma educação financeira, e nada melhor do que ensinar a lidar com o dinheiro usando um pouco de escassez. Afinal, uma das situações mais comuns da vida adulta é justamente esta: termos desejos e necessidades cujo preço supera nossa renda.

Dar o correspondente a 50% dos gastos, por exemplo, é aceitável. Assim, se a criança quiser comprar um brinquedo mais caro, terá que se planejar. Caso o lanche não seja oferecido na escola, calcule o valor que ele deverá gastar, e entregue separadamente, assim você não corre o risco de seu filho deixar de comer para guardar dinheiro.

Um bom parâmetro é aumentar o valor de acordo com a idade. Crianças de 6 anos, podem receber R$ 6,00 por semana e assim sucessivamente.

Defina exatamente o que é responsabilidade dele pagar para que as obrigações já fiquem definidas no início. Vale até colocar no papel para que não fiquem dúvidas.

Ajude seu filho a controlar o dinheiro. Faça uma planilha ou algum controle para mostrá-lo o quanto gastou ou quanto economizou e quanto falta para alcançar o objetivo dele.

3. Comece com uma “semanada”

A mesada deve ser dada quando a criança já souber fazer as operações matemáticas básicas e tiver consciência do que é o dinheiro, o que acontece em torno dos 6 anos de idade. 

No entanto, crianças pequenas, até 8 ou 9 anos, ainda não aprenderam a lidar com horizontes de tempo mais longos. Por isso, é bom começar por um pagamento feito a cada semana, a chamada “semanada”. Esse intervalo é percebido adequadamente pelos pequenos, pois é delimitado pelos fins de semana, quando não vão à escola e ficam com os pais em casa.

Depois, entre os 9 e 11 anos de idade, a mesada pode passar a ser quinzenal, chegando a um pagamento realmente mensal depois dos 12 anos, quando o pré-adolescente já tem condições de compreender bem o que é um mês e, assim, se planejar melhor.

É importante não completar o valor, para interar o desejo de seu filho, quando o dinheiro acabar. Obviamente, há situações excepcionais, mas se você fizer disso uma rotina, não ensinará a criança que há limites para os seus gastos, o que pode resultar, no futuro, em um adulto sempre endividado.

4. Ensine a planejar e a poupar

A mesada é um ótimo instrumento para ensinar os pequenos a necessidade de guardar um pouco da renda a fim de atingir seus objetivos. Afinal, esse é o um ensinamento que servirá para o resto da vida.

Por isso, converse com seu filho e pergunte o que ele quer comprar no curto prazo e num prazo mais longo e ajude-o a planejar. Para os menores, como já dito, é importante definir um curto prazo para que ele não desista no meio do caminho. Depois, diga que ele precisará guardar uma parte do valor da semanada para atingir aquele objetivo. Já é um bom momento para introduzir a noção de poupar uma parte da  renda. Use envelopes ou caixinhas para fazer essa organização junto com a criança. Evite porquinhos ou cofres que precisam ser quebrados, pois dificultam o controle.

Também é importante que você mesmo poupe para seu filho, pensando no longo prazo. Colocar uma pequena quantia em um fundo de investimentos mensalmente é bastante recomendado.

5. Não associe deveres e obrigações com a mesada

Muitos pais e mães usam a mesada como moeda de troca com a criança, seja para realizar suas tarefas da escola ou de casa, pelo bom comportamento ou pelo desempenho escolar. Isso, no entanto, pode ser bastante prejudicial.

Em primeiro lugar, há a possibilidade de essa prática desenvolver uma personalidade mercenária nos pequenos, levando-os a se interessarem pelas coisas apenas quando há dinheiro envolvido. Os pais devem explicar que os deveres, como arrumar o quarto e fazer a lição de casa, existem e precisam ser realizados independentemente do pagamento.

Dar mesada por boas notas também não é recomendado, pois pode levar seu filho a acreditar que basta estudar para conseguir dinheiro — e nós sabemos que não é assim que o mundo funciona, não é mesmo? Por fim, evite retirar a mesada em caso de mau comportamento e  procure outras formas de educar a criança.

Planejar a mesada dos filhos é uma tarefa que exige responsabilidade dos pais. Esse é o primeiro contato que as crianças têm com o dinheiro e uma ótima oportunidade para começar a apresentar alguns conceitos de finanças para os pequenos.

Tenha uma conversa franca, explique como funcionarão os pagamentos e ensine como os pequenos devem se planejar para usar bem o dinheiro. Lembre-se, também, que seus filhos aprendem com os exemplos que eles têm em casa: sua própria organização financeira refletirá nos hábitos tomados por toda a família.

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5 dicas para você planejar a mesada dos seus filhos
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