Foi-se o tempo em que a boa gestão de patrimônio financeiro era exclusividade das grandes empresas. Com a facilidade de acesso à informação e o avanço da tecnologia, ficou mais fácil investir e aprender mais sobre o mercado.

Por isso, muitas pessoas já estão usufruindo de todas as vantagens de um planejamento financeiro sólido, protegendo bem suas economias da ação corrosiva da inflação e outros riscos igualmente prejudiciais.

Se você quer fazer parte deste time mas não sabe por onde começar, não se preocupe! No artigo de hoje vamos analisar 6 boas práticas para que a gestão do seu patrimônio seja mais eficiente. Confira na sequência!

O que é a gestão de patrimônio

A gestão de patrimônio é um conjunto de técnicas e conhecimentos utilizados para administrar o patrimônio de uma pessoa física ou jurídica, auxiliando o interessado a otimizar suas finanças e alcançar suas metas.

Como patrimônio, temos que entender todo o conjunto de bens, direitos e obrigações, seja do indivíduo, da família ou da empresa. Assim, estão incluídos na ampla categoria dos bens, imóveis, automóveis e dinheiro parado em conta.

Além disso, temos que considerar também os direitos — bens ou vantagens que ainda não fazem parte do nosso patrimônio, mas que poderão integrá-lo no futuro. As obrigações, por sua vez, são as dívidas, isto é: prestações que pagaremos com parte do nosso patrimônio já existente.

Sendo assim, vamos apresentar ao leitor a partir de agora 6 boas práticas para gerir o patrimônio de forma prática e eficiente. Não perca!

1. Planejamento de despesas e receitas

Antes de colocar a mão na massa e realocar os recursos de forma mais eficiente, é preciso que tenhamos um pouco de autoconhecimento. Temos que conhecer em detalhes todo o movimento de entrada e saída de dinheiro da nossa conta.

Para isso, recomenda-se que todas as despesas sejam anotadas por, pelo menos, um mês. Assim, já conseguimos ter uma boa ideia de para onde o dinheiro está indo, o que nem sempre fica claro quando analisamos apenas as contas no final do mês.

Na sequência, temos que fazer a mesma coisa com as receitas, isto é: os nossos rendimentos. Temos que considerar tudo aquilo que nos gera uma renda, como, por exemplo, aluguéis recebidos ou salário.

Por fim, vale lembrar que além das despesas e receitas mensais, temos que considerar também as ocorrências sazonais ou eventuais, como IPVA, IPTU e material escolar das crianças. Isso é importante porque o objetivo aqui é criar um planejamento de médio e longo prazo.

2. Acompanhamento

Com um diagnóstico preciso sobre nossa situação financeira atual, já é possível ilustrar bem o nosso ponto de partida. Na sequência, temos que fixar nosso destino final, ou seja, o ponto onde queremos chegar com o planejamento. Em outras palavras: temos que estabelecer um objetivo.

O problema de estabelecer objetivos  principalmente os de longo prazo  é que o caminho a ser percorrido pode ser longo demais, causando desmotivação e confusão no momento de avaliar o progresso da estratégia.

Por isso, a grande é dividir o caminho até o objetivo em pequenos segmentos ou metas. Não adianta de nada elaborar o melhor planejamento financeiro do mundo se ele ficar guardado dentro da gaveta por um ano.

Quando associamos essas metas a um prazo, fica muito mais fácil monitorar o avanço da gestão de nosso patrimônio financeiro com mais facilidade, promovendo pequenos desvios e adaptações que se mostrarem necessários ao longo do caminho.

3. Clareza sobre expectativas

O principal motivo que leva as pessoas a abandonarem o planejamento e, consequentemente, a possibilidade de ter uma vida financeira sustentável é a frustração com relação aos resultados.

Por isso, outro fator de extrema importância dentro do contexto da gestão patrimonial é o alinhamento entre os objetivos fixados no planejamento e as expectativas do investidor. É preciso equacionar a liquidez, o risco e a rentabilidade de acordo com o perfil de quem investe.

Se escolhemos um investimento de longo prazo mas retirarmos o dinheiro antes da hora, então provavelmente haverá grande frustração com relação à rentabilidade. Por isso, se você decidir investir pesado no longo prazo, é sempre bom ter uma reserva de emergência.

Outra informação que precisamos ter clara é o fato de que os investimentos de renda variável possuem volatilidade. Isso significa que os ganhos podem oscilar para mais ou para menos ao longo tempo, mas ao investir nessa classe de ativo, espera-se obter um ganho superior.

4. Atualização

O investidor precisa sempre ter em mente que o mercado financeiro está em constante transformação. Isso significa que você pode planejar seus orçamentosgastos, realizar um investimento de acordo com o seu perfil e, ainda assim, se frustrar com relação aos resultados obtidos.

Isso acontece, na maioria das vezes, porque muitos investidores deixam o dinheiro parado na aplicação por anos e só vão lembrar que ele existe no momento em que precisam fazer o saque.

Esse é um erro grave e pode levar o investidor a ter prejuízos. É preciso ter atenção em novas oportunidades, mais promissoras, e também no desempenho das aplicações escolhidas, que pode mudar com o tempo.

5. Reavaliações periódicas

Não é fácil identificar as tendências do mercado e compatibilizar uma carteira de investimentos com os objetivos e as metas pessoais. Por isso, é recomendável que o investidor procure um profissional capaz de reavaliar, de tempos em tempos, sua carteira de investimentos.

Suponhamos que o cenário macro econômico mudou e as melhores opções de investimento que você fez no passado hoje não sejam mais tão atrativas. Sendo assim, você pode estar deixando de ganhar uma rentabilidade adicional, ainda que o seu projeto de vida tenha mudado com a chegada de mais um filho ou com um grande imprevisto.

Reavaliar as aplicações com uma frequência muito grande também pode prejudicar o desempenho dos investimentos. Assim, o indicado é que as reavaliações ocorram com uma frequência de 6 a 12 meses.

6. Sucessão patrimonial

Por fim, não poderíamos deixar de falar da sucessão patrimonial, já que é durante esse processo que tradicionalmente o patrimônio da família fica mais vulnerável e pode ser completamente dilapidado se não forem tomados alguns cuidados.

A primeira preocupação com a sucessão do patrimônio são os altos impostos pagos a título de transmissão causa mortis, mas também não podemos nos esquecer das disputas internas pela herança, que também podem colocar em risco o patrimônio que demora tantos anos para ser construído.

Não é fácil configurar todo o patrimônio da família para facilitar a transição para os herdeiros. A boa notícia, no entanto, é que o investidor não está sozinho nesse desafio e pode sempre contar com a ajuda de profissionais especializados na gestão de patrimônio financeiro.

E aí, não vê a hora de obter resultados profissionais com a gestão do seu patrimônio? Então entre em contato com a Claritas e conheça as soluções que preparamos para você!

6 boas práticas para uma gestão de patrimônio financeiro eficiente
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