Alguns profissionais necessitam de atenção e cuidado especial quando o assunto é o planejamento financeiro, já que as coisas podem ficar um pouco confusas na hora de fazer a gestão do dinheiro. Por isso, confira conosco essas 8 dicas essenciais de planejamento financeiro para autônomos e profissionais liberais!

1. Separe suas finanças pessoais das empresariais

Unir suas despesas pessoais com os custos ligados à atividade profissional é um péssimo hábito, ainda cultivado por muitos profissionais. Isso dificulta a avaliação dos rendimentos e despesas referentes ao seu trabalho, inviabilizando a organização financeira.

Sem diferenciar os custos que são essenciais para a sua produção, de outros gastos desnecessários, ou particulares, o autônomo acaba utilizando mal os próprios recursos, arcando com prejuízos posteriormente. Além disso, essa prática ainda pode gerar divergências em informações prestadas na declaração do Imposto de Renda, criando problemas fiscais.

Por isso, separar gastos pessoais e custos empresariais é o primeiro passo do planejamento financeiro para autônomos e profissionais liberais. De preferência, deve-se usar uma conta pessoa física para despesas próprias, e outra, jurídica, dedicada apenas às movimentações ligadas aos negócios.

2. Conheça o seu lucro líquido e controle suas despesas

Não saber, de fato, quanto se recebe com um trabalho leva muitos profissionais autônomos a gastar além do que podem, o que resulta em dívidas e inadimplência.

O meio para resolver esse problema é subtrair dos resultados obtidos com o trabalho todas as despesas fixas e variáveis. O resultado dessa operação será o lucro líquido, o seu salário.

Deste lucro líquido, então, é necessário separar uma parte para fazer a chamada reserva de emergência — de que trataremos mais à frente. Além disso, você deve dedicar outra parte para continuar se especializando, e assim, melhorar os seus produtos e serviços.

Assim, depois de conhecer o seu rendimento real, você tem a prerrogativa de ajustar o seu padrão de vida à sua realidade financeira.

3. Faça do cartão de crédito um aliado

Autônomos e profissionais liberais não costumam ter um dia certo no mês para receber, o que pode dificultar as coisas na hora de comprar produtos e lidar com despesas referentes ao trabalho. Nesse caso, o cartão de crédito pode ser a solução, concentrando o pagamento de compras em uma data específica.

4. Tenha uma reserva de emergência

A economia anda em ciclos e é bem provável que, algumas vezes, você precise lidar com épocas de baixa demanda em seu serviço. Em períodos assim, contar com uma reserva de emergência é essencial para manter o padrão de vida e evitar dívidas.

Por segurança, é recomendado que autônomos e profissionais liberais poupem o bastante para que consigam se manter ao menos durante um ano sem receita, em caso de necessidade.

5. Tenha uma programação para o longo prazo

Por mais que ame o seu trabalho, todo mundo precisa se aposentar um dia, certo? Pois esse fato deve ser considerado por quem é autônomo. O ideal é dedicar uma parte dos seus rendimentos a investimentos de longo prazo, ou recorrer a uma aposentadoria privada, para garantir uma velhice mais tranquila.

Levando em conta que imprevistos sempre podem acontecer, aderir a um seguro — que garanta o pagamento de indenização no caso de acidente, doença ou invalidez — também é uma precaução importante.

6. Programe suas férias com antecedência

É uma tarefa árdua e pouco gratificante trabalhar 12 meses seguidos, sem separar um tempo para o repouso, certo? Por isso, o período de férias também é uma época importante, especialmente para profissionais liberais.

Embora viajar aparente ser custoso, com o planejamento correto é possível realizar sem gastar muito. Uma boa maneira de economizar nas férias, por exemplo, é viajar na baixa temporada, aproveitando descontos e promoções.

Seja como for, o recomendado é separar, todos os meses, uma quantia em um fundo específico para esse descanso. E, como misturar os recursos para emergências com aqueles destinados à aposentadoria e para férias pode causar confusão, é interessante realizar esses aportes separadamente.

7. Procure o investimento certo para cada objetivo

Considerando que as quantias reservadas para emergências, aposentadoria e férias têm objetivos diferentes, é necessário que sejam aportadas nas aplicações mais interessantes para cada uma delas.

A reserva de emergência, por exemplo, por ser destinada a momentos inesperados, precisa ser acessada com facilidade. Por isso, é importante escolher um investimento que ofereça liquidez. A primeira ideia que se vem à cabeça é a popular poupança, porém existem opções de liquidez diária que são as mais recomendadas, como o Tesouro Selic e fundos de investimento, com liquidez até maior do que a poupança. Além disso, como as pessoas costumam tirar férias anualmente — o que é considerado um prazo curto para boa parte das aplicações —, investimentos com liquidez também são uma boa opção para garantir essa meta.

Já para a aposentadoria, um exemplo de objetivo de longo prazo, o ideal é investir em aplicações de menor liquidez, como títulos atrelados ao IPCA, fundos de longo prazo ou previdência privada. Dependendo do seu perfil de investidor, a renda variável (geralmente mais lucrativa a longo prazo, porém mais arriscada) pode ser uma aplicação interessante.

8. Faça uso de um organizador financeiro

Ter um controle efetivo de créditos e despesas é mesmo essencial para a organização financeira. Mas controlar toda essa informação, principalmente quando a atividade profissional lida com uma grande movimentação de caixa, pode ser uma tarefa difícil. Felizmente, a tecnologia apresenta diversas soluções para esse problema.

Existem hoje diversos aplicativos e ferramentas, pagos e gratuitos, que auxiliam o profissional no controle de entradas e saídas financeiras — dependendo do programa, a experiência fornecida pode ser muito intuitiva. Além disso, boa parte deles já conta com funcionalidades para planejar investimentos e aplicações, o que é extremamente útil para administrar fundos de reserva de emergência e de aposentadoria.

Também é possível utilizar softwares, como o bom e velho Excel, para criar planilhas e realizar esse controle manualmente, de forma personalizada conforme as suas necessidades e do seu negócio.

Concluindo, o planejamento financeiro é essencial e deveria ser observado por todas as pessoas. Autônomos e profissionais liberais, porém — que sofrem, muitas vezes, com variações em seus rendimentos — beneficiam-se ainda mais dos seus resultados.

Como vimos, conhecendo a fundo as suas finanças, planejando os seus hábitos de consumo e preparando reservas para possíveis emergências e objetivos a longo prazo, você consegue se estabilizar financeiramente, o que lhe permite levar a vida com mais tranquilidade.

Gostou deste artigo? Agora que você já sabe como o planejamento financeiro para autônomos e profissionais liberais deve ser combinado com o hábito de poupar recursos e fazer aplicações, que tal continuar se informando a esse respeito? Aproveite para conferir também onde investir com R$ 200,00 por mês!

8 dicas de planejamento financeiro para autônomos e profissionais liberais
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