A insegurança que cerca a economia brasileira nos últimos tempos trouxe aos investidores a preocupação em se proteger das incertezas. Desse modo, uma boa saída para este cenário é incluir em sua carteira investimentos de renda fixa.

Apesar dessa tática ser interessante para a maioria dos perfis de investidor, ainda existem várias dúvidas sobre como aplicá-la na prática. Para isso, é necessário seguir alguns passos a fim de planejar quais serão as aplicações e, assim, suavizar seus riscos.

Ficou interessado? Então confira neste artigo informações imperdíveis sobre como  investir em renda fixa e se esquivar dos erros na hora de investir!

Conheça os motivos para diversificar investimentos de renda fixa

Os investimentos de renda fixa recebem esse nome porque o investidor consegue definir, no momento da compra do papel, suas regras de remuneração. Desse modo, é possível projetar o montante total ao final do prazo planejado para o investimento, seguindo um padrão de taxa que pode ser prefixada ou pós-fixada.

Títulos de renda fixa, em geral, são considerados de baixo risco pela previsibilidade de sua remuneração. Porém, podem ser menos rentáveis quando comparados com alguns investimentos de renda variável, por exemplo. O fator segurança faz deles uma boa opção para minimizar os ricos de sua carteira de investimentos. Confira as vantagens:

  • comumente contam com  o Fundo Garantidor de Crédito (FGC);
  • têm baixos riscos atrelados às suas operações;
  • são de fácil acesso para os investidores;
  • previsibilidade dos rendimentos que podem gerar.

Planeje a organização da sua carteira de investimentos

A carteira de investimentos é o nome dado ao grupo de aplicações de um investidor, por isso, quanto menos arriscado, melhor. Assim, uma das formas mais utilizadas para manter o patrimônio investido em segurança é diversificar os investimentos.

Encontrar o melhor investimento requer do usuário o conhecimento sobre o seu perfil de investidor para, assim, conseguir otimizar sua carteira de acordo com seus objetivos. Não sabe qual é o seu perfil? Então confira quais são eles:

  • conservador: prefere altos níveis de segurança em seus investimentos, mesmo que isso signifique uma rentabilidade menor;
  • moderado: apesar de ter preferência pelas aplicações de baixo risco, está disposto a apostar em alguns investimentos de alta rentabilidade;
  • arrojado: preferência pelos investimentos de alta rentabilidade, mesmo que, para isso, tenha que arcar com riscos mais altos.

Ao ter em mente seu perfil de investidor, será mais fácil organizar sua carteira com base nas suas necessidades. Desse modo, você poderá diversificar investimentos em renda fixa de maneira mais equilibrada, atendendo suas expectativas ao balancear a liquidez, a rentabilidade e o risco das suas aplicações.

Escolha os investimentos de renda fixa para formar sua carteira

É importante que o investidor saiba diferenciar os investimentos de renda fixa, pois, mesmo entre eles, os fatores do tripé dos investimentos — liquidez, rentabilidade e risco — podem variar bastante. A carteira deve conter uma diversificação bem planejada para diminuir os riscos de perdas.

Alguns dos investimentos de renda fixa têm alto grau de liquidez, isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas e valores de investimento inicial que variam bastante no mercado. Desse modo, o investidor deve prestar atenção a alguns fatores, como prazos e taxas, para que não prejudiquem o retorno esperado.

Manter um investimento preso por um longo prazo, por exemplo, faz com que você perca a liquidez de seus recursos, mesmo que você consiga resgatar antes do prazo, pode sofrer alguma perda de rentabilidade por isso. O ideal é que o investidor use a diversificação para distribuir sua renda em aplicações de longo e curto prazo, alternando entre os fatores do tripé dos investimentos.

Veja alguns investimentos de renda fixa para compor sua carteira:

CDB

O Certificado de Depósito Bancário é um dos investimentos mais atrativos para os investidores em geral, pois tem baixo risco e alguns ainda podem ter liquidez diária. Dessa forma, o CDB é uma ótima opção para manter um bom nível de liquidez na sua carteira. Porém se atente ao retorno estipulado, muitas vezes quanto mais liquidez menor a rentabilidade ofertada. E quanto maior e mais sólido o banco tendem a oferecer menos retorno por terem um menor o risco se comparado com CDBs de bancos menores, que oferecem, em geral, rentabilidade melhor por serem mais arriscados.

Sua rentabilidade pode ser contratada de forma prefixada ou pós-fixada e, geralmente, estão atreladas ao CDI. Além dessas vantagens, o CDB também traz consigo um bom grau de segurança do dinheiro aplicado, pois é garantido pelo FGC até um valor máximo de R$ 250 mil reais.

Um porém deste investimento é que o CDB sofre incidência do Imposto de Renda

LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos bem parecidos. Uma das diferenças é o destino do crédito que é captado com esses títulos. Ambos geralmente são utilizados para aplicações de longo prazo, pois sua liquidez é relativamente baixa, dado que o título só pode ser resgatado no vencimento e, até tal data, não pode ser movimentado.

Assim como no caso do CDB, as taxas podem ser pré ou pós-fixadas. Além disso, também são protegidos pelo FGC, porém, normalmente, os valores mínimos de aplicação desses títulos são bem elevados entre as instituições financeiras.

Já esses títulos são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, sendo um ótimo benefício para o investidor.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa desenvolvido por meio de uma parceria entre o Tesouro Nacional e a BM&FBOVESPA para que pessoas físicas possam negociar títulos públicos federais por meio da internet. Esses papéis estão entre os de menor risco de crédito para o investidor, pois apenas a falência do Governo traria algum prejuízo, já que são protegidos pelo Tesouro Nacional e, geralmente, têm um bom nível de liquidez.

Com apenas R$ 30 já é possível investir nesse mercado, porém, é importante prestar atenção aos prazos de resgate.

Os títulos públicos agregam segurança dentro de uma carteira de investimentos, mas também sofrem com o recolhimento do Imposto de Renda.

O mercado brasileiro tem várias opções de investimentos disponíveis, sendo necessário aos investidores — principalmente aos iniciantes — um pouco de cautela para não cair em armadilhas. Dessa forma, diversificar investimentos em renda fixa é apenas o primeiro passo para ajudar a manter a segurança da sua carteira de aplicações e potencializar a rentabilidade.

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Como diversificar os investimentos de Renda Fixa?
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