Escolher um produto para investir não é algo fácil, e as opções disponíveis crescem a cada dia, pensando nisso, elaboramos este texto para ajudá-lo nessa tarefa e listamos aqui alguns dos principais erros na hora de investir. Eles vão desde a escolha da instituição financeira, até a falta de planejamento (como não formar uma reserva financeira ou colocar todo o seu dinheiro em ações, por exemplo).

Leia atentamente nossa lista e saiba 7 erros que você deve evitar!

1. Não checar o histórico da instituição financeira

Nem toda instituição financeira que oferece investimentos é confiável — e, em alguns casos, isso pode significar um problema enorme para você. Portanto, lembre-se de checar as informações sobre bancos e corretoras antes de aplicar seu dinheiro.

É importante ver quem são os responsáveis pela autorização e fiscalização daquela empresa. Banco CentralANBIMACVM e B3 (antigas BM&FBOVESPA e Cetip) são algumas dessas entidades. Verifique nos sites delas se está tudo em ordem com a empresa escolhida.

2. Ignorar taxas de administração

Taxas de administração são as grandes “vilãs” da rentabilidade em fundos de investimento. Por isso, compare os percentuais cobrados em cada produto e verifique se eles estão de acordo com a estratégia empregada.

Fundos de renda fixa, por exemplo, não devem ter taxas superiores a 1%, pois o trabalho de gestão é bastante simples. Fundos multimercados ou de ações, por sua vez, podem cobrar mais, caso a estratégia empregada e os resultados demonstrados compensem esse custo.

3. Não ter objetivos definidos

É muito mais fácil escolher um caminho quando se sabe aonde quer chegar, não é mesmo? Isso também vale para seus investimentos!

Por isso, trace um objetivo específico (como trocar de carro, comprar uma casa, tirar um ano sabático ou se aposentar). Depois, estabeleça um prazo possível e, a partir daí, defina o planejamento do seu investimento, isto é, quanto e onde aplicar

4. Ignorar os riscos da renda fixa

Muita gente acha que a renda fixa não tem perigos. Isso não é verdade. Todo investimento tem riscos de mercado, de crédito ou de liquidez, em diversos casos, os três simultaneamente.

Riscos de Mercado: os títulos pré-fixados (LTN e NTN-B, por exemplo) possuem uma taxa negociada diariamente que varia conforme a situação política econômica do país, caso você compre algum desses ativos e opte por vender antes do vencimento, você pode perder dinheiro caso o preço de venda seja menor do que o preço de aquisição.

Risco de Crédito: apesar dos ativos de crédito (CDBs, Debêntures, CRIs e CRAs, por exemplo) não apresetarem volatilidade, existe um risco por trás, conhecido como risco de crédito, ou seja, o risco de a emissora não honrar com a dívida. Por isso, sempre é aconselhável que você conheça a empresa ou institução financeira que emitiu o título, mesmo que eventualmente este ativo seja protegido pelo FGC.

Risco de Liquidez: muitos ativos de renda fixa devem ser carregados até o vencimento, ou seja, não podem ser resgatados antes do prazo, o que pode gerar transtornos em caso de necessidade dos recursos.

5. Investir todo o seu dinheiro

Se você está pensando em investir, vá com calma. A ganância e a ansiedade são suas inimigas.

Não invista todo o seu orçamento, principalmente se estiver optando por produtos de renda variável, como ações. Você pode precisar daquela quantia antes do planejado e, caso precise vender seus papéis em um momento de queda, pode perder dinheiro.

Mesmo em produtos de renda fixa, pode não ser possível resgatar o valor investido antes do vencimento — é o risco de liquidez de que falamos no tópico anterior. Aí, você precisará recorrer a um empréstimo e pagará muito mais em juros do que terá de lucro com aquela aplicação.

O ideal é formar primeiro um fundo de emergência, que deve ficar em algum investimento de resgate fácil e rápido, como um fundo de renda fixa, ou um fundo multimercado de baixo risco e alta liquidez

Ele deve ser suficiente para cobrir suas despesas por, no mínimo, seis meses, o que já garante um bom alívio em caso de desemprego. Essa quantia também é o bastante para uma emergência médica ou um conserto de última hora na casa ou no carro.

6. Chegar tarde demais ao “investimento da moda”

Quantas vezes você já viu matérias do tipo “Bolsa de Valores foi o melhor investimento do ano passado”? Aposto que muitas!

No entanto, aquela é uma análise do passado e não serve para o futuro. Colocar seu dinheiro no melhor investimento dos últimos tempos pode ser um péssimo negócio — você pode ter simplesmente chegado tarde demais para aproveitar aquele ciclo de crescimento.

Para evitar isso, esteja sempre atento às condições políticas e econômicas e invista de acordo com o seu perfil, não seguindo a moda.

7. Abandonar um investimento feito

Tudo bem, você formou sua reserva de emergência, definiu um objetivo, traçou a estratégia, pesquisou os produtos e investiu. Agora é só relaxar e esperar, certo? Errado!

O investimento não termina quando você aplica seu dinheiro. É preciso acompanhar os rendimentos e compará-los com os de outros produtos e com a taxa de juros vigente. A situação pode mudar muito de acordo com as condições de mercado, e você pode não alcançar os resultados esperados.

Também não se esqueça dos efeitos da inflação: se seu investimento estiver rendendo menos do que a alta dos preços, você está perdendo poder de compra! 

Por isso, consulte periodicamente a rentabilidade dos produtos em que seu dinheiro está aplicado. Se possível, peça ao banco ou corretora os extratos mensais.

Agora você já conhece os principais erros na hora de investir. Em resumo, toda aplicação precisa de pesquisa, planejamento, uma boa dose de conhecimento sobre o mercado financeiro e acompanhamento de perto. Esse é o segredo para alcançar suas metas.

Além disso, não deixe de compreender seu próprio perfil de investidor, é ele que representa o quão disposto você está a correr riscos e encarar volatilidades em troca de rentabilidades maiores.

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Erros na hora de investir: identifique, evite e não cometa mais
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