Para que o seu dinheiro renda e o ajude na construção de patrimônio, aplicar os recursos financeiros corretamente é indispensável. Nesse caso, os investimentos de renda fixa são especialmente úteis para quem está começando e deseja ter bons resultados.

Como um dos maiores erros na hora de investir é não ter informação adequada a fim de fazer boas escolhas, entender melhor sobre essas opções é essencial para o sucesso.

Neste post, reunimos todas as questões relevantes sobre os principais investimentos de renda fixa, de modo que você esqueça alguns mitos sobre investir e que tenha maior segurança em suas escolhas.

Continue lendo e confira!

O que são os investimentos de renda fixa

Os investimentos de renda fixa são aplicações financeiras em que você realiza a compra de títulos e recebe, por eles, uma rentabilidade de remuneração.

Os títulos são emitidos por uma grande variedade de entidades indo desde bancos e outras instituições financeiras até empresas privadas e o próprio Governo Federal.

Eles se caracterizam pelo fato de que trazem segurança a respeito do resultado. Quem aplica em renda fixa tem relativa certeza do que receberá ao final do período contratado.

Por causa de suas características, trata-se da opção mais famosa para os investidores internos no Brasil. Um exemplo desse tipo de investimento é a poupança, que é a aplicação mais simples e utilizada pelos brasileiros, apesar da baixa rentabilidade, mesmo quando comparado com outros títulos de renda fixa.

Como funciona o mercado de renda fixa

Recebendo o aporte de bilhões de reais todos os anos, o mercado de renda fixa tem um funcionamento relativamente simples — especialmente em relação ao de renda variável, que inclui diversos fatores.

Ao aplicar seu dinheiro em opções fixas, alguns pontos explicam a sua mecânica:

Emissor

Ao investir em renda fixa, basicamente, você oferece um “empréstimo” para as entidades correspondentes, tornando-se um credor.

O emissor do título é quem recebe os recursos dos investidores. No caso do Tesouro Direto, por exemplo, o emissor é o Governo Federal, que usa os valores recebidos para fazer investimentos nos diversos setores do país (educação, saúde, infraestrutura, dentre outros).

Nas debêntures, são as empresas privadas ou públicas, que utilizam os recursos captados para custear as suas operações a um preço menor do que os empréstimos convencionais.

Rentabilidade

A rentabilidade é a sua remuneração por “emprestar” o dinheiro. Em geral, ela é apresentada anualmente, mas acompanha indicadores que podem variar diariamente.

Como veremos adiante, a forma de remuneração pode ser pré ou pós-fixada. Os investimentos com rentabilidade pós-fixada podem ter sua rentabilidade atrelada à Selic, CDI, inflação ou outros indicadores específicos. A rentabilidade é dada sobre o montante investido, ou seja, sobre a quantidade de dinheiro “emprestada” ao emissor do título. À medida em que o tempo passa, esse montante aumenta, pois o investidor é remunerado pelo investimento feito e, portanto, a quantidade de dinheiro “emprestado” passa a ser maior. Assim os ganhos crescem exponencialmente e, é por isso que quanto maior o tempo de aplicação, maiores são os resultados.

Prazo e Liquidez 

Os investimentos de renda fixa contam com diferentes características de liquidez que devem ser levadas em consideração de acordo com os objetivos do investidor. A liquidez pode ser definida como a capacidade de conversão de um determinado investimento em dinheiro.

No geral, os ativos com menor liquidez tendem a ser mais rentáveis, mas, por outro lado, eles costumam ser investimentos de prazo mais longo. É importante ter em mente que a taxa de rentabilidade do fundo é garantida apenas se o investidor carregar o investimento até o seu vencimento e, caso o investidor precise liquidar o investimento, ele estará sujeito ao preço de mercado. Isso significa que, ao depender do preço de mercado, o investidor poderá incorrer em perdas ou ganhos ao vender antecipadamente o seu título.

Portanto, é importante que o investidor que planeja fazer uso do seu dinheiro no curto prazo não invista uma quantidade maior do que aquela que ele irá precisar.

Taxas

Na maioria dos casos, há cobrança de taxas. Em geral, trata-se de taxas de administração, cobradas pelas instituições financeiras. Também há possíveis cobranças do Imposto de Renda. Na renda fixa, os investimentos com isenção do Imposto de Renda para pessoa física são: poupança, LCI, LCA e debêntures incentivadas.

Garantia

Há alguns investimentos que são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos custeada pelos seus associados que visa proteger os investidores.

Caso o emissor do título não realize o pagamento, o FGC pode ser acionado em casos específicos, de modo que seja possível reaver o dinheiro. Porém, é muito raro que isso seja necessário, especialmente com títulos mais seguros. O órgão cobre até R$ 250 mil, por CPF.

O Tesouro Direto não é coberto pelo FGC.

Os tipos de investimentos de renda fixa

Além de se diferenciarem pelo emissor e pelas condições, os investimentos desse tipo se diferenciam por uma questão principal: a rentabilidade.

Há escolhas pré-fixadas e pós-fixadas, que oferecem níveis de riscos e resultados diferentes. Para entender melhor qual é a indicada para cada caso, veja suas características:

Investimentos prefixados

Como o próprio nome indica, os prefixados são investimentos cuja rentabilidade é conhecida no momento em que o investimento é realizado. Ou seja, o investidor sabe, exatamente, o quanto ganhará ao final, independentemente do que aconteça.

É uma escolha adequada para os investidores conservadores. Por outro lado,  pode levar à perda de boas chances caso os indicadores variáveis aumentem e resulte num melhor custo de oportunidade.

Investimentos pós-fixados

Já nos pós-fixados, o investidor só conhece o rendimento no momento em que resgata a sua aplicação. Com isso, não há  certeza sobre qual será o ganho ou qual será o montante final.

É o caso de quem investe atrelado à inflação. Como é muito improvável que o Brasil sofra com a deflação, há quase total garantia de que o investimento gerará ganhos sem perda para o poder de compra.

Trata-se de uma opção indicada para o investidor moderado, mas exige muita atenção para que não ocorram perdas.

Vantagens de investir em renda fixa

Agora que já conhece alguns dos principais conceitos a respeito da renda fixa, é fundamental entender quais são os benefícios dessas aplicações financeiras.

Ao reconhecer as vantagens de destinar seu dinheiro a essas opções, você aumenta o seu preparo para aproveitar ótimas oportunidades. Entre os pontos que precisam ser observados, estão:

Versatilidade de aplicação 

Os investimentos em renda fixa aparecem em opções com características diversas. Há títulos públicos e privados, fundos variados, rentabilidade atrelada a diversos índices, entre outras.

Com isso, é muito provável que encontre a opção perfeita para o seu perfil de investidor, para seus objetivos e para o quanto possui à disposição.

Portanto, é uma opção que se adapta com facilidade às suas condições e exigências, cabendo perfeitamente no seu bolso.

Facilidade para começar 

Investir não é uma ciência complicada e limitada a economistas ou especialistas no tema. Com boa vontade de aprender conceitos básicos e com interesse em economizar e lucrar, qualquer pessoa pode investir.

Porém, a renda variável traz algumas dificuldades porque, sem a segurança da rentabilidade fixa, é preciso acompanhar questões mais complexas.

Com a renda fixa é mais fácil começar a investir mesmo sem conhecimentos profundos com uma maior segurança nos resultados. Assim, é uma opção bastante democrática e que permite iniciar o quanto antes.

Segurança para os recursos 

Naturalmente, uma das características relevantes dessa abordagem é que há segurança para investir.

As chances de perder recursos são muito pequenas, especialmente quando são escolhidos títulos e instituições adequadas.

Além disso, ainda há a garantia dada pelo FGC na maioria dos casos, o que faz com que seja uma boa escolha para quem não quer correr risco.

Riscos de investir em renda fixa

Pode parecer incoerência falar em segurança e, logo em seguida, afirmar que os investimentos desse tipo têm riscos. Porém, é preciso ser realista e, por mais adequada que seja a sua escolha, qualquer aplicação financeira traz riscos, mesmo que sejam mínimos.

Por isso, é fundamental reconhecer quais são os pontos que precisam de maior atenção, de modo a se prevenir e tomar uma decisão informada.

Entre os riscos que devem ser observados, estão:

Possível diminuição de rentabilidade

Quando a taxa de juros está elevada, a rentabilidade dos investimentos atrelados a ela também se mantém alta e supera muitas opções. Porém, é necessário saber que o cenário econômico muda com o tempo e que qualquer aplicação financeira está sujeita a essas mudanças.

Em momentos de baixa nos indicadores, alguns investimentos perdem atratividade.

Além disso, opções de curto prazo podem não render bastante ou ter uma grande fatia destinada ao Imposto de Renda e, consequentemente,  uma queda acentuada na rentabilidade. Por isso, a carteira de investimentos deve ser bem planejada.

Necessidade de fazer boas escolhas 

Outro ponto que pode pesar é a necessidade de fazer boas escolhas, tanto das instituições quanto das características dos investimentos. Esse é um risco porque é fundamental contar com a orientação correta, de modo que o dinheiro seja aplicado da melhor forma, de acordo com cada perfil e interesse.

É indispensável, ainda, escolher os títulos ou os fundos de acordo com o risco que quer correr, bem como contar com instituições autorizadas e de confiança.

Isso evita surpresas desagradáveis e possíveis prejuízos, mas exige um pouco de dedicação e nenhuma precipitação.

Pouco acesso a opções mais robustas 

Assim como acontece com a renda variável, algumas opções diferenciadas e muito robustas da renda fixa ficam limitadas a investidores qualificados ou com um volume maior para valor inicial.

Naturalmente, isso faz com que, eventualmente, você tenha que aplicar em opções que não são tão atrativas ou condizentes com as suas expectativas. Porém, é algo contornável, já que a sua qualificação e construção de patrimônio podem abrir as portas de acesso a essas opções.

Onde investir em renda fixa 

A poupança é a forma de investimento em renda fixa mais famosa, mas não é a indicada se você estiver em busca de rentabilidade robusta e construção de patrimônio.

Assim, vale a pena conhecer outras escolhas seguras, rentáveis e adequadas para várias necessidades. Entre as opções, estão:

Tesouro Direto 

O Tesouro Direto baseia-se na emissão de títulos públicos, cujos recursos captados são destinados ao Governo, para que invista em programas e em infraestrutura. Os papéis são de três tipos diferentes:

  • Tesouro Prefixado (LTN): a taxa de rentabilidade contratada é definida previamente (prefixada). Você receberá o valor investido acrescido da rentabilidade no final da aplicação;
  • Tesouro Selic (LFT): rende de acordo com a taxa de juros básica da economia. Portanto, trata-se de uma remuneração pós-fixada. Assim como no Tesouro Prefixado, você também só poderá resgatar na data do vencimento ou resgate;
  • Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): seu rendimento é composto por duas parcelas – a variação da inflação e uma taxa de juros prefixada. É voltado para o longo prazo e o recebimento do valor é no vencimento do título.
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais (NTN-B): o rendimento é composto da mesma forma do título anterior (variação do IPCA e uma taxa de juros prefixada). Porém neste, o pagamento de juros é feito a cada semestre.

O pagamento de Imposto de Renda é de acordo com a tabela regressiva, indo de 22,5% (até 180 dias) até 15%, para períodos acima de 720 dias.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) serve para que as instituições bancárias captem recursos para suas operações. Com esse dinheiro, elas podem oferecer empréstimos, financiamentos, entre outros.

O rendimento acontece de acordo com um percentual do CDI. Assim, bancos maiores costumam pagar menos porque são mais seguros, enquanto os médios e pequenos têm taxas atrativas, por ter um risco maior de crédito.

A liquidez pode variar diariamente, mas é indispensável observar o pagamento do Imposto de Renda pela tabela regressiva.

LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos com lastro no setor imobiliário e do agronegócio, respectivamente. Ao fazer essa escolha, há o fornecimento de recursos para que esses setores realizem investimentos.

O grande atrativo para o LCI e LCA é que são isentos do Imposto de Renda para pessoa física.

Outra vantagem é que ambos estão cobertos pelo FGC até R$ 250.000,00. Ao mesmo tempo, são papéis que, em geral, exigem um valor inicial maior.

Debêntures 

As debêntures são títulos de dívidas de empresas, que são públicas ou privadas. São vantajosas para os empreendimentos porque são mais baratas do que os financiamentos, ao mesmo tempo em que oferecem bons retornos para quem investe.

Elas também são prefixadas ou atreladas ao CDI ou à inflação. Cada empresa determina o valor a ser pago por seus títulos e as mais seguras, em geral, pagam um pouco menos do que as menores ou em dificuldades.

É relevante fazer uma análise da situação e da projeção dos negócios, já que não há garantia do FGC. Também é necessário compreender se o pagamento do título é preferencial em caso de falência, o que diminui os riscos.

Essa opção pode ter a cobrança de IR pela tabela progressiva ou ser isenta, no caso das debêntures incentivadas.

Fundos de Investimento 

Os fundos de investimento são uma forma de ter acesso a ativos que nem sempre estão disponíveis e em uma diversificação nem sempre possível de fazer individualmente, dependendo do montante para investir disponível. Com um fundo de renda fixa, você terá um profissional fazendo a alocação de recursos nas opções convenientes, o que aumenta as chances de rentabilidade.

Porém, não deixe de analisar o histórico de cada fundo, lembrando que rentabilidade passada não significa, necessariamente, a rentabilidade futura. Veja também as características do fundo no material de divulgação e no regulamento, e fique de olho nas taxas.

Além dos fundos referenciados e os de renda fixa, é possível escolher os fundos multimercados que  aplicam em vários ativos de renda variável e fixa, trazendo diversificação e resultados.

Diversificação dos investimentos de renda fixa 

O investidor inteligente sabe que não deve aplicar todos os seus recursos somente em um tipo de investimento. Mesmo que esteja disposto a correr riscos ou que seja extremamente conservador, é preciso ampliar suas escolhas.

Nesse caso, a diversificação dos investimentos de renda fixa é muito importante, de modo a aumentar a segurança de atuação.

Graças a essa ação, há como compensar as perdas de um título com os ganhos de outro. Desse jeito, evitam-se prejuízos e os riscos ficam diluídos.

Para fazer essa diversificação, dois caminhos podem ser seguidos:

1. Aplicação em tipos diferentes 

Se não estiver disposto a correr riscos extras, é aconselhável dividir o dinheiro entre vários investimentos, com rentabilidades e indicadores distintos.

É o caso de aplicar uma parte em uma LCI e a outra no Tesouro associado à inflação. Da mesma forma, é viável recorrer a fundos pré e pós-fixados.

2. Uso da renda variável 

Para investidores moderados ou arrojados, uma chance consiste em misturar a renda fixa com a variável. Com a aplicação nessas duas classes de ativos há uma diversificação dos riscos e uma possível rentabilidade superior no investimento de renda variável pode complementar o de renda fixa.

Trata-se de uma escolha que exige cuidado para formar a carteira, de modo que não haja exposição indesejada a certos riscos.

Títulos de Renda Fixa 

Os títulos do Tesouro Direto são divididos em vários tipos e o investidor deve escolher aquele que considerar mais adequado ao seu perfil e objetivos. Como já visto, são pré ou pós-fixados e são uma maneira bastante comum de aplicar o dinheiro.  As Letras de Crédito LCI ou LCA são títulos com características próprias que devem ser consultadas no seu prospecto.

 Além disso, eles podem ser públicos (como os títulos do Tesouro Direto e algumas debêntures) ou privados (como o CDB).

Fundos de renda fixa 

Os fundos de renda fixa baseiam-se na união de vários investidores e seus recursos. Basicamente, forma-se um grupo, em que cada um possui uma fração do patrimônio, conhecida como cota.

Com a participação de todos, há a soma de um montante que é administrado por um profissional especialista, e que pode ser um banco ou uma gestora independente.

Os fundos Referenciados são fundos que precisam investir no mínimo 95% do seu patrimônio em ativos que acompanhem um índice de referência. O fundo DI, por exemplo, deve investir no mínimo 95% do patrimônio em Títulos Públicos atrelados a SELIC.

Fundos multimercados 

Além de tudo, é possível aplicar dinheiro em fundos que não são inteiramente renda fixa. É o caso dos fundos multimercados. Muitos contam com uma rentabilidade atrativa, uma vez que podem operar em diversos ativos, incluindo renda fixa.

Isso faz com que eles sejam versáteis, robustos e diversificados, ao mesmo tempo em que são uma oportunidade conveniente para quem busca uma gestão ativa.

Investimentos de renda variável 

Os investimentos de renda variável, como o nome já entrega, são investimentos que não garantem uma rentabilidade fixa. São investimentos mais voláteis e arriscados. Ao mesmo tempo, por ter um risco superior, estão sujeitos a obter um retorno maior.

É o caso de quem investe em ações. O comportamento da Bolsa de Valores não é previsível e os papéis podem render muito dinheiro ou, podem gerar grandes perdas.

Os investimentos em renda variável são um recurso para quem busca diversificação e que, para receber uma maior rentabilidade, está disposto a correr mais riscos.

 

Sendo muito versáteis, os investimentos de renda fixa são ótimas opções. Ao considerar todas essas informações, você poderá investir da melhor maneira e aproveitar todos os benefícios!

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