Depois de dois anos de queda do Produto Interno Bruto (PIB), a economia brasileira deu sinais de reação em 2017. A inflação ficou sob controle e encerrou o ano pela primeira vez abaixo de 3% desde 1998. Com esse cenário econômico e as quedas consecutivas da Taxa Selic, os investidores procuram entender qual é o caminho ideal a seguir e qual será o melhor investimento para 2018.

Em anos eleitorais, a expectativa para a definição do novo presidente da República é um dos fatores que tendem a modificar a economia do país e influenciar a visão do mercado externo sobre o Brasil. Contudo, ainda que possa haver um quadro de incertezas políticas, os investidores podem encontrar opções rentáveis e mais seguras.

Neste artigo, explicaremos como o novo cenário pode afetar a economia e apresentaremos algumas das melhores alternativas para investir em 2018. Acompanhe!

A influência da queda de juros nos investimentos para 2018

Em 2018, os brasileiros experimentarão um cenário econômico inédito, com o ano sendo iniciado como uma baixa taxa de juros. Após 10 quedas consecutivas determinadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a Taxa Selic chegou a 7% em dezembro de 2017, no menor patamar da história.

A expectativa é de que a taxa de juros se mantenha baixa ao longo de todo o ano de 2018. De acordo com as projeções de mercado apontadas pelo último Relatório Focus de 2017, a Selic deve ficar abaixo de 7%. O Relatório Focus, é divulgado semanalmente pelo Banco Central do Brasil com as expectativas de mercado para as principais variáveis macroeconômicas, baseadas em uma pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Diante desse cenário, os brasileiros, acostumados as altas rentabilidades dos investimentos em renda fixa, observados nos últimos anos, deverão mirar opções mais rentáveis, já que essas estão indexadas à Taxa Selic.

Além da expectativa de queda da taxa básica de juros, há a tendência de que 2018 seja um ano marcado por alta volatilidade na economia brasileira, causada, principalmente, pelas eleições presidenciais. Dessa forma, os investidores devem ficar atentos para evitar possíveis cenários de perda e aproveitar as oportunidades de ganhos.

4 bons investimentos para 2018

1. Bolsa de Valores

A queda da Taxa Selic torna alguns investimentos mais atraentes. Um deles é a aplicação na Bolsa de Valores.

Uma vez que a taxa básica de juros está em queda, os juros das dívidas das empresas também diminuem, o que beneficia o fluxo de caixa dessas organizações. Isso, consequentemente, impactará nos resultados das companhias.

A tendência de aquecimento da economia é ratificada pelas projeções do Boletim Focus, que indica crescimento da produção industrial em 2018, e com isso setores como a construção civil e de varejo tendem a ser beneficiados uma vez que o acesso ao dinheiro para consumo, também diminui.

2. NTN-B e NTN-B Principal

Essas são boas opções para investidores que querem se proteger da inflação. As siglas NTN-B e NTN-B Principal significam Nota do Tesouro Nacional – Série B e hoje são chamadas, respectivamente, de Tesouro IPCA com juros semestrais e Tesouro IPCA+. Esses títulos públicos funcionam como um “misto” de um título prefixado (juro real pré-acordado) e um pós-fixado (IPCA do período).

Por serem títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), asseguram a rentabilidade real, que é o retorno acima da inflação. Assim, se o investidor mantiver a aplicação até a data de vencimento do título, receberá a variação da inflação do período, acrescida de uma taxa de retorno conhecida e acordada no momento da compra do título.

Em contrapartida, caso o investidor precise fazer o resgate antes do vencimento do título, o rendimento poderá ser diferente daquele acordado na data de compra. Isso acontece porque o papel será recomprado pelo valor de mercado do dia em que é vendido pelo investidor.

A diferença entre a NTN-B (ou Tesouro IPCA com juros semestrais) e NTN-B Principal (ou Tesouro IPCA+) está no pagamento de cupom. Na primeira alternativa, há um pagamento semestral de cupom de juros de 6% ao ano sobre o valor nominal atualizado. Já na NTN-B Principal,você receberá toda a rentabilidade do título em seu vencimento.

3. Fundos multimercados

Como dissemos, 2018 tende a ser um ano de alta volatilidade e com baixo juros, um bom caminho para quem busca diversificar investimentos e tentar obter melhor rentabilidade de forma simples e prática, são os Fundos Multimercados.

As gestoras de investimentos, empresas 100% focadas em investimentos, contam com times de analistas especializados que se dedicam intensamente à análise do mercado e, com isso, conseguem responder rapidamente aos impactos da volatilidade, às vezes até usando-a como estratégia do fundo, e escolhendo ativos específicos para compor sua carteira, podendo, assim, gerar resultados relevantes aos investidores dos fundos geridos.

Antes de escolher um fundo de investimentos, é necessário conhecer as características das opções disponíveis no mercado. Para analisar essas informações, é imprescindível saber como ler o material de divulgação de fundos de investimento e saber se ele se enquadra ao seu perfil de investimento.

4. Investimento no exterior

Já para investidores que querem se manter distantes dos impactos que podem ser causados pelas eleições no Brasil em 2018, há a opção de recorrer aos investimentos no exterior.

Atualmente é possível que fundos com estratégia de investimento no exterior sejam acessados a partir do Brasil, com aplicações feitas em real. São uma boa opção de diversificação, uma vez que tendem a ser descorrelacionados com o país, esses investimentos em sua maioria possuem pouca exposição ao país, sendo assim, pouco impactados pelo cenário político econômico brasileiro. Justamente por essas características, os investimentos no exterior protegem as pessoas que buscam ficar alheias aos riscos do cenário nacional.

Seja buscando opções fora do país ou no mercado brasileiro, ao procurar o melhor investimento para 2018, é preciso analisar quais são as melhores opções de acordo com o perfil de cada investidor. Dessa forma, será possível evitar erros comuns na hora de investir.

 

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Investimentos em 2018: o que esperar para o próximo ano?
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