O mercado se movimenta rapidamente, porém, quem terá que se movimentar para conseguir atingir as rentabilidades passadas será o investidor. Em 2017 chegamos a ter uma taxa Selic num patamar de 1,0% no mês (12% ao ano), porém atualmente atingiu praticamente a metade desse valor.

Portanto, gerir de forma passiva seu dinheiro não trará grandes retornos, e seu ganho real será ainda menor se você considerar a inflação do período. E será ainda mais difícil buscar os investimentos certos num cenário político e econômico instável que vivemos neste ano.

Nesse cenário de taxa de juros baixo e incertezas e muita instabilidade externa e local, traz um enorme desafio não somente para quem busca rentabilidade, mas também para aqueles que simplesmente desejam preservar seu patrimônio.

Diversificação de Carteira

A recomendação, não somente agora como em qualquer fase da vida, é diversificar a carteira de forma eficiente como estratégia de investimento, ou seja, reduzir os riscos por meio de uma alocação dos recursos entre diferentes instrumentos financeiros, classes de ativos, setores, entre outras categorias.

Um estudo publicado nos EUA em 1995, intitulado “Determinants of Portfolio Performance” e assinado por G.P. Brinson, L.R. Hood and G.L. Beebower, demonstrou que no médio e longo prazo, 91,5% da performance futura vai depender da qualidade de alocação de ativos. Embora já tenha quase 20 anos, esta tese tem sido acompanhada com interesse por todo o mercado e a cada dia se prova mais verdadeira, não só aumentando os retornos das carteiras de investimentos, como reduzindo, ao mesmo tempo, os riscos das mesmas.

Quais são os investimentos ideais para diversificação?

Uma alocação eficiente significa levar em conta o momento de vida do investidor, medir riscos de forma adequada e diversificar aplicações. Diversificação, porém, não é apenas distribuir investimentos em uma cesta variada de ativos, de diferentes segmentos. Para minimizar riscos, é preciso olhar com cada vez mais atenção também para outros países e regiões. Evitar a concentração e compreender se esses ativos.

Levando isso em consideração, uma outra forma de se proteger é diversificar sua carteira descorrelacionando ao mercado nacional é investir em ativos no exterior. Uma boa opção são fundos de investimentos com estratégia no exterior. A recomendação neste caso é, antes de entrar num fundo global, entender se o gestor está simplesmente oferecendo cotas de um fundo no exterior ou se participa ativamente de sua gestão, conhecendo profundamente a carteira e os fundamentos das empresas selecionadas e as premissas de análises que levaram a essa escolha. Exigir transparência nessa hora é a atitude mais sensata possível.

Outra opção para diversificar é a Renda Fixa, que significa investir em títulos públicos e privados, e com diferentes indexadores (CDI, Pré-fixado, IPCA+) e prazos. A escolha ideal entre esses indexadores dependerá muito das características dos fluxos de entradas e saídas de cada regime. Essa estratégia também funciona pela aquisição de cotas de fundos de investimentos com diferentes estratégias. Existem fundos que focam em bater determinados índices, como CDI, fundos multimercados por si só já tem em sua composição variados tipos de ativo e podem ser boas opções de uma gestão ativa do seu dinheiro. Já na renda variável, é importante conhecer os setores e empresas a fundo antes de tomar qualquer decisão, aqui, também, caso se sinta mais confortável, busque um fundo de renda variável, que terá uma equipe especializada e focada para gerir o produto, porém sempre avalie bem o gestor e as suas características do fundo antes de fazer qualquer aporte.

Dados os cenários, a conclusão que chegamos é que nessa nova fase da economia nacional, a rentabilidade do capital será muito mais vulnerável, demandando maior dedicação e orientação dos gestores nas análises e processos de investimentos. Apesar de a diversificação aumentar o retorno das carteiras, não existe solução única e não existem atalhos. Como consequência, os investimentos necessários para atingir os objetivos de rentabilidade são diferentes entre si e precisam ser muito bem avaliados por seus gestores.

Fuja da tentação de seguir comprar ativos específicos em momentos de exaltação, isto porque, em momentos de instabilidade, alguns tipos de ativos tendem a valorizar instantaneamente, mas não costumam se manter assim sequer no médio prazo. Neste mercado, sabemos que sempre teremos momentos de euforia e crise, manter a disciplina e saber onde e como está investindo é fundamental em qualquer cenário.

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Investimentos num cenário político e econômico instável
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