Embora a atividade das instituições financeiras seja regulamentada por leis, ao investir com o banco é sempre aconselhado estudar sobre o assunto e ficar atento para não cair em “travessuras” praticadas com os investidores.

Um bom exemplo é quando investimos em uma aplicação que parece excelente, porém apresenta rendimento inferior à inflação. Para evitar esse tipo de surpresa é importante dar atenção a cada detalhe, analisando bem as opções oferecidas pelo banco, ou outras instituições financeiras, e fazer uma pesquisa antes de tomar qualquer decisão quanto aos produtos como investimentos e crédito.

Gostaria de descobrir algumas dicas para que seu relacionamento com as instituições financeiras esteja mais ligado aos doces do que às travessuras? Continue lendo este artigo e conheça as melhores opções!

Investir no banco

Além de fornecer crédito, muito útil em determinados momentos, os bancos contam com uma ampla carteira de aplicações que, dependendo das condições oferecidas, podem ser bem interessantes.

Mas antes de realizar qualquer aporte é necessário conhecer de fato as condições oferecidas por aquele investimento específico e verificar se elas estão alinhadas ao seu perfil de investidor e objetivos. É preciso levar em consideração que bancos costumam atrelar seus produtos com diferentes opções de investimento, que visam atender seu universo de clientes como um todo, porém nem sempre são indicados especificamente para você.

Nesse contexto, é possível tanto que a instituição financeira disponibilize um produto financeiro inadequado para o correntista, quanto se preocupe em atingir suas metas de vendas para produtos que não são ideais em um momento específico ou para um certo perfil de cliente.

Como já foi dito, bancos têm uma ampla oferta de aplicações disponíveis para investidores e muitas delas apresentam boas condições. Mas, considerando que possuem tantos serviços e produtos diferentes, é necessário fazer uma avaliação detalhada antes de realizar qualquer aporte.

Não basta simplesmente ouvir a explicação do seu gerente. Além de sanar todas as dúvidas, você deve pesquisar mais a fundo sobre o investimento sugerido, e similares, em outras instituições. Uma dica importante é verificar as condições que outros bancos e instituições financeiras oferecem para o mesmo investimento.

Investimentos

Quando se fala sobre investimentos em bancos, é bem provável que o CDB (Certificado de Depósito Bancário) seja um dos mais lembrados. Isso se deve tanto à facilidade de realizar a aplicação quanto à possibilidade auferir liquidez diária.

Um fato que muitas vezes passa despercebido para o investidor iniciante é que os diferentes bancos apresentam condições distintas para o CDB. Existe uma grande diferença na aplicação mínima e no retorno dos Certificados de Depósitos Bancário oferecidos pelas instituições financeiras.

Nesse momento podemos identificar uma pequena travessura, porque algumas instituições podem entregar um retorno insatisfatório sobre o capital investido na aplicação.

Normalmente, a taxa de retorno do CDB está atrelada ao CDI, que acompanha a taxa Selic. Portanto, por exemplo, para que um CDB com liquidez diária ofereça condições interessantes, seu retorno médio deve ser de, pelo menos, 100% do CDI. Caso contrário o investidor teria mais êxito em investimentos no Tesouro Selic.

CDBs que não apresentam liquidez diária e, por tanto, exigem que o capital fique alocado por períodos mais longos, devem apresentar um retorno ainda maior. Mas não são raras as vezes em que instituições financeiras convencem um cliente pouco habituado com as aplicações a investir em CDBs no momento errado, entregando um retorno negativo.

Por muito tempo a Poupança foi considerada a queridinha dos brasileiros e, mesmo hoje em dia, figura entre as aplicações mais populares disponíveis no mercado. Apesar disso, muitas vezes ela tende a dar sustos mais sérios do que as mais horripilantes fantasias de halloween!

Por exemplo, embora seja de conhecimento comum que ao depositar dinheiro na poupança o investidor pode resgatá-lo a qualquer momento, é possível que, ao fazê-lo, não receba rentabilidade alguma.

Isso ocorre porque a poupança só paga sua taxa de juros uma vez ao mês, no aniversário da aplicação. Além disso, a rentabilidade entregue por ela é tão baixa que muitas vezes é superada pela inflação, o que, na prática, significa prejuízo.

Somando esses dois fatores é simples entender porque é tão fácil para o investidor levar sustos com a Poupança.

Já para os Fundos de Investimento, é importante, além de ler o material de divulgação, entender se o objetivo condiz com suas expectativas (metas e prazos) e perfil. Também não esqueça de analisar as taxas aplicadas, com a de administração e performance (apesar da rentabilidade ser diluída dessas taxas). Alguns fundos também têm incidência de come-cotas, que ocorre duas vezes ao ano.

Assim como os planos de previdência privada, que além dessa análise é preciso ver se terá taxa de carregamento, que pode acabar “comendo” parte do seu dinheiro já no momento da aplicação, um enorme susto caso você não invista com conhecimento. 

Consórcio e capitalização

Não são poucas as vezes em que gerentes abordam clientes e explicam sobre os benefícios oferecidos pelo consórcio. Embora essa modalidade de compra tenha sim suas vantagens, é importante conhecer suas desvantagens para evitar problemas futuros.

O consórcio funciona como uma modalidade de compra coletiva. Por meio dele, diversas pessoas que compram suas cotas, pagam todos os meses um determinado valor com o objetivo de receber um bem, como um imóvel ou um veículo.

O participante do consórcio pode ser contemplado por meio de um sorteio, ou dar um lance alto e, assim, ter maiores chances de arrematar o bem. Caso contrário, deve esperar o prazo final de pagamento para receber o item que deseja.

Considerando a taxa de juros cobrada, um consórcio costuma ser mais barato que um financiamento padrão. Mas, levando em conta o risco de receber o bem apenas depois de pagar todas as parcelas, considerando a taxa de juros e de administração, aportar a mesma quantia em um investimento possibilitaria adquirir o bem à vista.

Além disso, ao investir o dinheiro, existe a prerrogativa de receber juros em vez de pagá-los. É possível, até mesmo, adquirir o imóvel ou o veículo em um período menor de tempo.

Alguma vez o seu gerente lhe ofereceu um título de capitalização? Novamente é preciso ter cuidado para não cair em uma travessura.

Os Títulos de capitalização, que são títulos de crédito para a participação em sorteio de prêmios, não são exatamente um investimento, e entregam um rendimento inferior ao da Poupança, pois o valor somente passa por uma correção acordada no momento da compra do título. Embora exista a possibilidade de que o investidor seja contemplado em um sorteio e receba o prêmio, também existe o risco de que ele perca boa parte do dinheiro aplicado, caso tenha problemas em realizar o pagamento mensal.

Cheque especial e cartão de crédito

Não são poucas as pessoas que utilizam o cheque especial e, então, mais do que um pequeno susto de halloween, se deparam com um verdadeiro filme de terror ao enfrentar uma das taxas de juros mais elevadas do mercado.

O cheque especial funciona como um crédito pré-aprovado, liberado pelo banco. Uma vez que não exige garantia alguma, compensa os riscos da operação com juros elevados. Apesar disso, em um caso real de emergência, não havendo opções melhores, pode parecer útil.

Alguns bancos costumam oferecer um prazo de 10 dias em que os juros do cheque especial não são computados, para que pagamento seja realizado antes desse vencimento. Utilizar esse benefício e quitar a dívida no período é o ideal. Porém, é válido não se esquecer que se o prazo for ultrapassado, a taxa de juros começa a incidir sobre o empréstimo e será cobrada desde o dia em que ele foi feito. Essa taxa não é nada sutil, e gira em torno de 300% ao mês.

Bem utilizado, o cartão de crédito também é uma ferramenta útil, que pode ajudar no controle financeiro. Mas, quando usado de maneira indiscriminada, tende a ser uma fonte de dívidas.

É preciso considerar que o atraso no pagamento de faturas pode resultar em multa de 2% sobre seu valor e juros mensais de mora no valor de 1%. Pagar o mínimo do cartão de crédito também é uma grande armadilha, pois o restante do valor a ser pago torna-se uma dívida, com juros altíssimos, acima de 150% ao mês. Nesse sentido, ter bom senso e pensar com calma antes de fazer compras é uma boa ideia.

Por muito tempo, investir com o banco foi a maneira que muitas pessoas encontraram para aumentar seus rendimentos. Mas, atualmente, existe uma ampla variedade de opções disponíveis no mercado para investir fora do banco. Pesquisando com cuidado, é possível encontrar oportunidades que combinem rendimento e segurança de forma excelente, os fundos de investimentos são um exemplo. Por meio deles o investidor tem oportunidade de contar com uma equipe de profissionais experientes e qualificados para gerir seus recursos, otimizando, assim, a rentabilidade do seu capital.

Agora que você descobriu como dar a devida atenção aos investimentos através do banco, leia nosso outro artigo e veja como diversificar os seus investimentos de renda fixa. Continue se informando!

Investir com o banco: Saiba como evitar sustos!
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