Quando o desconhecido vem à tona, é comum que as pessoas se sintam desconfortáveis e receosas a seguir em frente. Isso também acontece com os investimentos e os interessados criam um bloqueio, geralmente, um resultado da falta de informação.

Ganhar confiança no momento de aplicar seu dinheiro é essencial para perder o medo de investir. Desse modo, é preciso estar ciente de algumas práticas básicas que o ajudarão a perder o frio na barriga e farão crescer seu patrimônio ao desvendar os mitos do investimento.

Quer saber quais práticas são essas? Então, confira neste post algumas técnicas que o auxiliarão a perder o medo de investir e a realizar seu sonho de otimizar seus rendimentos!

Desenvolva hábitos financeiros saudáveis

A instabilidade da economia brasileira fez com que cada vez mais pessoas procurassem outros meios para complementar a renda — e investir no mercado  financeiro  é um deles. Contudo, para entrar nesse ramo, é necessário um bom nível de organização financeira.

É fundamental criar alguns hábitos saudáveis a fim de organizar melhor suas ideias e seus objetivos. Desse modo, você terá um maior controle dos seus recursos e estará preparado para qualquer eventualidade que possa aparecer no mercado. Conheça alguns exemplos:

  • poupar mensalmente;
  • utilizar ferramentas para ajudar no controle de custos;
  • consumir informações diariamente sobre economia e finanças.

Podemos destacar o hábito de poupar como um dos mais importantes dentre os itens citados acima, pois, além de ser um pequeno investimento, também é um fundo de emergência. Poupar cerca de 10% do salário mensalmente para esse fim, é uma ótima forma de começar.

Mantenha-se bem-informado sobre o mercado

Entender sobre aquilo que você tem interesse é o primeiro passo para obter o êxito. Assim, uma boa dica é sempre estar atualizado sobre o que acontece na economia do país, como a queda ou o aumento de taxas (principalmente as taxas de juros e inflação), investimentos em destaque, etc.

Utilize os diversos canais de mídia disponíveis para se manter bem informado. Jornais, revistas e sites de órgãos públicos (como o Banco Central do Brasil ou a Comissão de Valores Mobiliários) dão muita informação sobre temas que ainda podem gerar dúvidas aos investidores.

Estar por dentro do assunto irá aumentar significativamente sua chance de um bom investimento, diminuindo seu risco legal e maximiza os ganhos frente aos riscos de cada investimento. Com mais informações ficará mais fácil montar sua carteira de investimentos e impedir erros previsíveis.

Acompanhe as taxas de juros do mercado

Muitas vezes, as diversas siglas e termos econômicos podem confundir os investidores iniciantes. Por isso, antes de começar a aplicar seu dinheiro no mercado financeiro, é preciso se informar e saber quais são as taxas que comandam o mercado.

Taxa Selic

Também chamada de taxa básica de juros, a Taxa Selic é a grande reguladora dos outros indicadores de juros. Ou seja: ela é muito importante na vida de qualquer pessoa, não apenas dos investidores.

Muitos investimentos são influenciados por esta taxa. Portanto, quanto maior ela estiver melhor para os investidores que possuem investimentos pós-fixados. Em contrapartida, a cobrança de juros sobre empréstimos, por exemplo, também aumenta.

IPCA

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é medido regularmente pelo IBGE e demonstra a variação dos preços de uma cesta de produtos comercializados para o consumidor final. O IPCA é considerado o índice oficial para medir a inflação do país.

Taxa DI ou Taxa CDI

A taxa DI, também chamada de taxa CDI, é uma taxa de juros que acompanha de perto a taxa básica de juros (Taxa Selic). Ela é a principal referência para a rentabilidade dos investimentos de renda fixa e de muitos fundos de investimento. Os títulos de renda fixa geralmente remuneram um percentual da taxa CDI, e diversos tipos de fundos procuram acompanhá-la ou superá-la.

Conheça os tipos de investimentos

A diversidade de opções no mercado financeiro é um dos fatores que aumentam a insegurança de investir. Entender quais são eles é importante para que o investidor consiga escolher os melhores investimentos  de acordo com suas necessidades e perfil de risco.

Via de regra, existem dois tipos de investimentos: renda fixa e renda variável.

A renda fixa é uma aplicação na qual o investidor compra títulos de bancos, empresas ou do governo e recebe uma rentabilidade que pode ser determinada já no momento da aplicação. A rentabilidade será o valor da aplicação, acrescida dos juros pelo período em que o dinheiro ficar investido. Vale ressaltar que existem os títulos de renda fixa pré-fixados e pós-fixados. Os títulos pré-fixados são aqueles em que o rendimento é definido já no momento da aplicação. É válido ressaltar que esses ativos podem apresentar perdas caso o investidor necessite vender esses títulos antes de seu vencimento. Cuidado com o planejamento!

Nos títulos pós-fixados, o investidor só saberá o valor de sua rentabilidade no momento do resgate, pois o rendimento é definido pelo desempenho da taxa de referência durante o periodo de investimento.

Já a renda variável é uma forma de investir sem a pré definição da rentabilidade. O mercado de ações é o exemplo mais clássico dessa aplicação, já que os preços dos ativos mudam constantemente e refletem inúmeras variáveis financeiras.

Confira algumas opções utilizadas no mercado:

CDB

CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Ele é um título de renda fixa privado, bastante popular, emitido pelos bancos e vendido aos clientes. O comprador de um CDB torna-se credor do banco. Em contrapartida, o banco lhe paga juros, que podem ser pré ou pós-fixados (como explicado acima), e são definidos no momento da aplicação, assim como o prazo pelo qual o dinheiro ficará aplicado.

O CDB é bastante popular entre os investidores, pois tem a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), sua taxa de juros geralmente está atrelada à Taxa DI e alguns podem, inclusive, oferecer liquidez diária.

Neste ativo, é importante ficar atento à confiabilidade e estabilidade da Instituição emissora e na remuneração oferecida, pois muitos deles são ofertados abaixo da média do mercado, sem o conhecimento do cliente.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa do governo criado para facilitar o investimento em títulos públicos por pessoas físicas. Os títulos públicos são investimentos de renda fixa e são considerados de alta segurança, garantidos pelo Tesouro Nacional. Além de serem de fácil acesso e exigirem pequenos valores iniciais de investimento.

É importante ressaltar que fora o título público pós-fixado, chamado Tesouro Selic ou LFT, os demais títulos públicos são pré-fixados.

Ações

Famosas no mercado financeiro, as ações são títulos de renda variável, ou seja, seu preço é volátil e consequentemente, se torna um investimento mais arriscado, mas com a possibilidade de maiores retornos do que a renda fixa.

De forma clara e simples, ações são uma participação na propriedade de uma determinada empresa, ou seja, deter ações de uma empresa significa que você é um dos muitos proprietários (acionistas) desta empresa e, como tal, você tem um direito (embora geralmente muito pequeno) sobre tudo o que a empresa possui.

Fundos de Investimentos

Ativos geridos por gestores profisionais e disponíveis para todos os tipos de perfis, do investidor mais conservador ao investidor mais arrojado. Alguns fundos são específicos para uma classe de ativo, enquanto outros aplicam em diversas classes (Ações, Títulos Públicos, CDBs, entre outros), diversificando os ativos de sua carteira de investimentos e maximizando o risco-retorno dos mesmo. Caso você não tenha conhecimento e/ou tempo para acompanhar seus investimentos, ou queira simplesmente que um grupo de profissionais esteja 100% do tempo buscando as melhores alternativas de investimento no mercado financeiro, investir através de um fundo pode ser a melhor opção disponível.

Crie metas para perder o medo de investir

Ter objetivos bem-definidos ajudarão você no momento de escolher o tipo de investimento de acordo com o seu perfil de investidor, como também lhe darão segurança ao saber exatamente o que atingir. Muitos investidores não sabem o que fazer com seu dinheiro por não criarem metas de rentabilidade e de custos.

Ao definir uma meta, será possível encontrar qual é a aplicação que melhor atenderá sua expectativa, seguindo o tripé dos investimentos — liquidez, rentabilidade e risco. Desse modo, o interessante é que o investidor alterne entre esses três fatores para compor uma boa diversificação de carteira.

Quer preparar uma viagem com a família? Criar um fundo de emergência? Conquistar a estabilidade financeira? Com um objetivo definido, você poderá planejar se o seu investimento precisará ser feito em longo ou curto prazo, qual a necessidade de liquidez etc.

O medo de investir está intimamente atrelado à carência de informações. Para perder esse frio na barriga, é preciso estar antenado, se organizar financeiramente e criar bons hábitos de gestão dos seus recursos. Dessa forma, será possível vencer a barreira do desconhecido e tirar seus planos do papel para realizar seus sonhos!

Este conteúdo foi relevante para você? Então, compartilhe essas técnicas imperdíveis nas suas redes sociais e ajude seus amigos a perder o medo de investir também!

 

Invista sem medo! O que fazer para investir dinheiro e não sentir um frio na barriga?
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