Assim como há diferentes classes de investimento, a classificação de quem aplica o dinheiro também se modifica. Dependendo do nível de conhecimento e dos valores aplicados no mercado financeiro, uma pessoa pode ser um investidor qualificado, profissional ou geral.

Esses tipos de investidores são tão importantes e diferentes, que há designações específicas e previstas por lei. Assim, é necessário cumprir com certas regras para se enquadrar em cada categoria.

Mas, afinal, por que isso é tão importante? Se você quiser saber a resposta e descobrir o que é ser um investidor qualificado, profissional ou geral, continue lendo e veja tudo!

Quais são as características de um investidor geral?

O investidor geral é qualquer pessoa, física ou jurídica, que tem aplicações no mercado financeiro.

Quem começa a aplicar no mercado financeiro, por exemplo, no Tesouro Direto, é um investidor geral. O mesmo vale para outras alternativas, como CDB, LCI e LCA.

Essa classificação também tem a ver com o montante investido. Talvez você já tenha muita experiência e uma carteira diversificada, mas caso não possua os requisitos de qualificação exigidos pela CVM ou se não tiver, ao menos, R$ 1 milhão investido no mercado financeiro, você será considerado investidor geral e não qualificado.

Ser um investidor qualificado significa que você se adequa à determinadas características definidas pela CVM. Porém, isso não define necessariamente que o conhecimento sobre o mercado financeiro seja superior para um individuo que tenha essa qualificação em relação ao investidor geral.

Quais são os pré-requisitos para ser um investidor qualificado?

Conforme dito anteriormente, a categoria de investidor qualificado é definida pela Comissão de Valores Mobiliários que tem como objetivo segregar as diversas modalidades de investimentos para os perfis de indivíduos mais adequados.

De acordo com a Instrução 554/14, há novas regras a serem seguidas para os investidores considerados qualificados. Os dois pré-requisitos principais são: i) comprovar, ao menos, R$ 1 milhão investido no mercado financeiro, e ii) atestar, por escrito e por conta própria, esta condição. Antes, de acordo com a Instrução 409/04, a obrigatoriedade era de investir no mínimo R$ 300 mil.

Porém, essa não é a única forma de obter a qualificação. Caso você obtenha um certificado  estabelecido pela CVM ou tenha sido aprovado em exame de qualificação técnica que ateste sua condição de  investidor ou trabalhe no mercado financeiro, como os agentes, consultores e analistas, que detenham estes certificados, não precisam possuir  R$ 1 milhão investido.

Por isso, é indispensável conhecer essas características e diferenças para entender de maneira mais completa o assunto, adequando os investimentos conforme seu perfil para não ter surpresas.  

Como atua um investidor profissional?

Já o investidor profissional está no topo, entre os perfis disponíveis. Isso significa que ele tem uma qualificação diferenciada e não possui restrições para investir nos diferentes ativos do mercado financeiro.

Assim como o investidor qualificado, o investidor profissional precisa atestar, por escrito, esta situação e qualificação. O que muda entre o investidor qualificado e o investidor profissional, na verdade, é o valor que o investidor deverá comprovar ter investido, o qual passa para o total de R$ 10 milhões.

Assim como acontece com os investidores qualificados, ter o valor de R$ 10 milhões investidos, não é a única forma de ser considerado investidor profissional. Agentes autônomos, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários podem receber autorização para investir seus recursos como investidores profissionais, mesmo não tendo R$ 10 milhões aplicados. Os investidores não residentes, clubes e fundos de investimento, entidades de previdência complementar, companhias seguradoras e instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central, são automaticamente considerados investidores profissionais.

Por que essas definições são importantes?

Essas definições foram estabelecidas, principalmente, para dar transparência, segurança e equidade aos investidores, sem torná-los inacessíveis ao mercado financeiro. Se não houvesse parâmetros mínimos e condições específicas, qualquer pessoa poderia ser considerada um investidor qualificado ou profissional, mesmo não tendo as características financeiras, conhecimento adequado e percepção do risco de cada investimento.

Assim, as diretrizes servem muito bem para criar categorias, sem segregar ou impedir a entrada de quem começa agora, por exemplo.

Por que se tornar um investidor qualificado ou profissional?

É comum surgir a dúvida de por que é interessante cumprir requisitos e passar a ser um investidor qualificado. É fato que, para muita gente, ser um investidor geral é mais que suficiente.

Contudo, há várias opções que exigem uma qualificação mínima. Alguns fundos de investimento  e produtos financeiros são destinados exclusivamente  para aquelas pessoas, consideradas qualificadas ou profissionais. O motivo dessa diferenciação é proteger o investidor com menos experiência a riscos que ele desconhece ou que são desporporcionais ao seu perfil.

Como você pôde ver, o investidor qualificado, o profissional e o geral variam de acordo com os valores investidos e com seus certificados. Desta maneira, é importante conhecer cada classificação para poder saber em qual você se enquadra e, assim, analisar todas as possibilidades possíveis e escolher a melhor opção para o seu tipo e perfil de investidor.   

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O que é ser um investidor qualificado, profissional ou geral?
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