Com a queda da Taxa Selic, a Bolsa de Valores se tornou um dos investimentos mais indicados para 2018. Como a taxa básica de juros está em queda, os juros das dívidas das empresas também diminuem, o que beneficia o fluxo de caixa dessas organizações. Isso, consequentemente, impactará nos resultados das companhias. Contudo, o investidor deve estar atento aos riscos da carteira de ações. Aplicações na Bolsa demandam estudos, conhecimento do mercado financeiro e atenção às tendências econômicas.

Neste artigo, indicaremos como proceder para lidar com os riscos de sua própria carteira de ações, além de apontarmos quais fatores devem ser considerados ao realizar esse tipo de investimento. Acompanhe!

Entender a volatilidade

Em anos de eleição presidencial, como 2018, há a tendência de que a volatilidade da economia seja alta. Quando falamos sobre o mercado de ações, os investidores devem se acostumar a um cenário em que os valores dos papéis oscilam com maior frequência.

Alguns episódios recentes da política brasileira afetaram drasticamente a Bolsa de Valores. No dia da delação da JBS, por exemplo, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, despencou 8,8%, representando a maior queda desde 22 de outubro de 2008, quando, no auge da crise financeira internacional, caiu 10,18%.

Em contrapartida, a Bolsa atingiu um patamar histórico quando Joesley Batista foi preso, com o Ibovespa ultrapassando pela primeira vez a casa dos 74 mil pontos.

Outro exemplo da volatilidade do mercado de ações pôde ser observado no julgamento do ex-presidente Lula pelo TRF-4. Na véspera, a bolsa caiu 1,2%, quando houve um movimento para posições mais defensivas. Já com a condenação de Lula confirmada, houve alta de 3,7%.

Portanto, ao investir em ações, é fundamental que o investidor esteja confortável com os riscos do mercado. Na Bolsa de Valores, a volatilidade é muito mais alta que em investimentos de renda fixa. Por isso, manter uma carteira própria de ações é uma iniciativa mais indicada para investidores com perfil agressivo, que lidem bem com os riscos da carteira de ações. 

Estudar o mercado

Pela necessidade de estar constantemente atualizado, o investidor do mercado de ações nunca terá estudado mais do que o suficiente. É preciso estar sempre por dentro das notícias e das empresas para selecionar ações de organizações mais sólidas e evitar ao máximo os riscos da carteira de ações. 

Para fazer os movimentos corretos ao formar uma carteira de ações é preciso muito estudo. Há cursos que ensinam como investir na Bolsa de Valores. Assim, o investidor saberá como funciona a Bolsa, como montar sua carteira e diversificar seus investimentos.

Instituto Educacional BM&FBovespa oferece um curso online de análise fundamentalista e outras opções presenciais, com carga horária mais extensa, para formação, capacitação e até especialização no mercado de ações.

Não é aconselhável que leigos busquem esse tipo de investimentos. O mercado de ações não é simples, portanto, quanto mais conhecimento, melhor.

Escolher empresas de qualidade

A partir do momento em que já se capacitou para começar a investir em ações, o investidor deve fazer a seleção de uma carteira de ações de qualidade, conhecer os ativos para não ter surpresas, além de buscar informações públicas.

Por serem empresas de capital aberto, as organizações que disponibilizam papéis na Bolsa têm dados públicos. Assim, o investidor pode analisar resultados trimestrais, apresentações resumidas, balanços e relatórios para ter a certeza de que escolherá ações de qualidade.

Uma estratégia para a carteira de ações passa ainda pela definição de qual é o objetivo do investidor. Caso haja a intenção de formar uma carteira de dividendos, é necessário buscar empresas que paguem bons dividendos. Já se o objetivo é ter uma carteira focada em crescimento, o investidor focará em empresas de qualidade que têm valores abaixo de sua média histórica.

Não deixar as emoções tomarem conta

Com a formulação de uma estratégia de investimentos, é possível ter a segurança necessária sobre quais serão seus movimentos no mercado de ações e evitar um erro: deixar que as emoções tomem conta.

Quedas bruscas podem acontecer em consequência de eventos de mercado, como já vimos anteriormente. O fato de ações caírem não obrigatoriamente indicará a necessidade de vendê-las. É válido ressaltar que o investidor somente assumirá o prejuízo quando de fato realizar a venda dos papéis.

Assim, se o investidor estudou o mercado e entendeu os pontos de entrada e saída, ele não se assustará com a volatilidade.. É aconselhável ter um horizonte de no mínimo 12 meses, para a efetiva maturação de uma tese.

Caso ainda se sinta inseguro em comprar papéis mesmo tendo estudado o mercado, o investidor poderá buscar profissionais especializados para assessorá-lo. Devido a todas as particularidades desse mercado, pode ser mais indicado buscar um fundo de ações.

Os investidores aplicam nesses fundos com o objetivo de diversificar a sua carteira de investimento e ficar menos suscetíveis às variações de preços de ações específicas, dado que o fundo, de forma geral, é composto por ações de diversas companhias.

Ao recorrer a esses profissionais, haverá a certeza de que as gestoras independentes estão 100% focadas em investimentos e contam com times de analistas que se dedicam intensamente à análise do mercado.

A assessoria de uma gestora ajudará o investidor a minimizar os riscos da carteira de ações, com respaldo da expertise de quem acompanha todos os fatores que cercam o mercado da Bolsa de Valores, como as questões tributárias.

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