Vivemos na era digital, na qual tudo tende a ser mais compacto, veloz e a praticidade é um ponto fundamental. Todos os setores da sociedade foram atingidos pelas mudanças dessa digitalização, inclusive a área de investimentos.

Na prática, quais as consequências dessas inovações no mundo do capital, das ações, dos títulos públicos e privados e de fundos de investimentos? Continue lendo este post e veja as características da economia na era digital!

As fintechs

Uma das grandes inovações advindas da era digital foi o surgimento das fintechs, que facilitaram o acesso do investidor ao mundo dos investimentos, dominado até então pelos bancos principalmente e pelas corretoras de valores. Acredita-se que as fintechs serão concorrentes de peso para as instituições tradicionais.

Mas as fintechs não figuram apenas como potenciais concorrentes, uma outra tendência as coloca como parceira das instituições financeiras. Nesses casos elas atuam ajudando o investidor a ter uma ideia melhor sobre os investimentos, independentemente de qual instituição ele escolherá para investir e gerir suas aplicações financeiras.

Uma das fintechs que tem sido destaque na mídia é a Iknowfirst (Eu Sei Primeiro). Sediada em Israel, tem uma tecnologia avançada que é capaz de prever preços de commodities, ações e moedas — trata-se de um sistema que combina inteligência artificial, algoritmos e redes neurais. A empresa desenvolve correlações, faz testes entre elas e as que se mostram falhas são imediatamente eliminadas do sistema. Diariamente, a Iknowfirst publica para seus clientes análises preditivas de quase 2.000 ativos. É um claro exemplo do potencial da inteligência artificial no mundo dos investimentos. 

Os bancos digitais

Outra tendência é a dos bancos digitais, cuja principal proposta é acabar com filas,greves, greves, perda de tempo e altos custos. No Brasil, existem 2 principais bancos digitais: Creditas (antigo BankFacil) e Banco Original. Fazendo uso de processos completamente online, esses bancos pretendem reduzir a burocracia nos processos de abertura de contas e melhorar o atendimento, que funciona de forma automatizada.

A tecnologia aplicada envolve desde biometria até reconhecimento facial, disponibilizando para os clientes um atendimento via smartphones, dispensando a necessidade de intervenção de pessoas.

Creditas tem como objetivo principal a oferta de crédito, com taxas de juros que costumam ser menores que as dos bancos comuns, já que o banco não tem agências físicas, e menos funcionários do que as instituições tradicionais, o que torna seus custos de manutenção mais baixos. No total, o Creditas já emprestou um total superior a R$ 100 milhões para pessoas físicas e jurídicas.

O Nubank, iniciou como cartão de crédito sem anuidade, mas desde o 2017 passou a disponibilizar serviços de conta corrente para pagamentos e transferências, tudo por meio de um aplicativo e de forma gratuita. Foi eleita a 3ª empresa mais inovadora da América Latina pela revista americana Fast Company.

Já o Banco Original foi o primeiro banco digital do Brasil. Derivado da estrutura de um banco tradicional, ele abre contas por meio do aplicativo, oferece serviços de administração de finanças pessoais, bloqueia e desbloqueia cartões pelo aplicativo, disponibiliza seguros, investimentos e programas de pontos.

Apesar de nenhum deles ter agência física, disponibilizam saques por meio dos caixas eletrônicos 24 horas, presentes nas principais cidades brasileiras.

Seguindo esse exemplo, bancos tradicionais (como Bradesco e Itaú) vêm buscando criar seus próprios bancos digitais.

Plataformas digitais de investimentos

 

Com receio e falta de conhecimento, muitos investidores se mantiveram nos seus bancos investindo somente em poupança, ou no máximo em um CDB, não diversificando seus investimentos e muitas vezes perdendo excelentes oportunidades, tanto dentro como fora dos seus bancos.

Não somente dentro dos bancos se pode fazer investimentos. Já há algum tempo existem gestoras de fundos de investimento independentes, que oferecem produtos de qualidade e bastante competitivos para os investidores em geral e para todos os gostos. Muita gente desconhecia esses gestores por acreditarem não serem acessíveis ao público em geral: que seria um serviço somente para quem dispunha de muito dinheiro para investir, o que é um mito.

Algumas corretoras de valores do mercado passaram a oferecer em suas plataformas digitais várias opções de investimentos aos clientes, desde o home broker (mais detalhado no próximo tópico) para atuar na bolsa e compras de títulos públicos, como possibilitou aos investidores o acesso direto a vários fundos de investimento das gestoras independentes antes desconhecidas por muitos deles.

A XP, uma das mais conhecidas e maiores do mercado brasileiro, começou suas atividades como corretora em 2001, com 3 funcionários e hoje possui 1,1 mil, tornando-se uma referência no mercado. Trabalha com agentes autônomos (consultores de investimentos) e clientes finais dando acesso a uma plataforma completa de produtos de investimentos. 

No mesmo caminho a Easynvest, fundada em 1968 (antes tinha o nome Título Corretora) renovou-se com o tempo, tornando-se cada vez mais digital, sendo seu principal foco o atendimento a clientes virtualmente.

Já a Órama foi criada em 2011 sendo a primeira plataforma digital de investimentos no Brasil, premiada em 2012 pela Amazon Web Services como uma das empresas mais inovadoras em serviços financeiros.

Com mais de 50 anos de existência, a Indusval Corretora reposicionou-se enxergando o futuro do mundo digital, e em 2013 e passou a chamar-se Guide Investimentos, reformulando sua estratégia, e com isso  foram reconhecidos como a instituição financeira mais inovadora do Brasil pela Global Financial Markets. 

 

Cada vez mais estão surgindo ou migrando novas empresas de investimento para plataformas digitais, esses são somente alguns exemplos deste movimento.

Com essas facilidades, o investidor tem a possibilidade de diversificar em um único lugar em diversos produtos, ações, títulos e também em diversas casas (gestoras) de fundos de investimentos. Vale cada vez mais conhecer sobre os investimentos, buscar aquela que ofereça os melhores benefícios e menores taxas para que você tenha uma carteira diversificada e rentável de acordo com seu perfil. 

O Home Broker e os robôs trades

Outro exemplo de como a economia na era digital tem determinado novos rumos para os investimentos é o modo de operar na Bolsa de Valores. Na verdade, o investidor já pode operar seus investimentos completamente online, com a possibilidade de acompanhar em tempo real a subida e a descida das ações ao logo do tempo e a performance das melhores empresas.

O Home Broker é o sistema que permite aos investidores negociar ações e outros produtos financeiros por meio da internet. Basta se cadastrar em uma corretora que ofereça o sistema e ativá-lo usando o site ou instalá-lo no computador pessoal.

Assim, as negociações deixaram de acontecer exclusivamente pela mesa de operações na bolsa e se transformaram em um sistema mais eficiente e dinâmico.

Além disso, existem os robôs investidores, ou seja, programas de computador desenvolvidos para realizar uma série de operações na bolsa de forma automatizada. Eles usam análises técnicas e indicadores quantitativos para efetuar as aplicações, apresentando vantagens como:

  • isenção emocional;
  • operações de entrada e saída mais rápidas;
  • redução de erros;
  • disciplina e método;
  • diversificação de estratégias.

Em contrapartida, esses investimentos não podem não levar em conta fatores qualitativos que a apenas a intervenção humana (por enquanto) podem considerar.

Moedas digitais, virtuais e criptomoedas

As moedas digitais, virtuais e criptomoedas são também resultado do advento da tecnologia na economia nessa era digital. O Bitcoin é o exemplo mais famoso das criptomoedas, suas principais características são: existência puramente virtual (não existe fisicamente); não é regulamentada por nenhum banco central; tem um seguro sistema de criptografia e a transferência de valores é realizada por meio de blocos em cadeia (blockchain).

Essas moedas ainda são controversas e alvo de discussões. Muitos consideram ilegal sua utilização devido à total autonomia em relação a instituições reguladoras. De qualquer modo, é um exemplo de como a era digital vem revolucionando nossa forma de ver os investimentos e o próprio dinheiro.

Os aplicativos móveis

A economia na era digital abriu novas portas para os investimentos. Hoje já é possível investir usando aplicativos em smartphones, tablets, computadores e notebooks. São diferentes plataformas que permitem investir, por exemplo, nos títulos do Tesouro Direto. Boas plataformas disponibilizam também painéis que permitem o monitoramento das aplicações em tempo real. O download desses aplicativos é feito na App Store ou no Google Play. Depois, basta preencher um cadastro e pronto.

De qualquer modo, é preciso ficar sempre alerta à idoneidade das empresas — principalmente, com o crescente aparecimento de cibercriminosos, que desenvolvem formas de invadir a privacidade dos usuários, extrair dados e praticar roubos.

E aí, o que você pensa sobre investimentos na era digital? Aproveite para compartilhar este post nas redes sociais e divulgar o conteúdo para outros leitores!

Afinal, o que mudou no setor de investimentos com o advento da era digital?
5 (100%) 6 votos