Depois de anos conturbados, diversos indicadores apontam para um novo cenário econômico no Brasil. Com 2,95%, a inflação encerrou 2017 abaixo da meta que havia sido estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) — o piso era de 3%.

O PIB brasileiro de 2017 foi o primeiro ano com saldo positivo desde 2014, fechando com o crescimento de 1%. O Produto Interno Bruto é um indicador que aponta a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Segundo projeções do Banco Central o PIB estimado para esse ano é de 2,75%.  

A retomada da economia pode deixar investidores em dúvida sobre quais são, agora, as melhores opções de investimento, sobretudo quando passamos por uma série de quedas da Taxa Selic — a taxa básica de juros da economia brasileira.

Neste artigo, identificaremos quais são os melhores caminhos a serem percorridos neste momento e quais produtos podem oferecer o maior retorno aos investidores e o que levar em consideração. Acompanhe!

Como lidar com a queda da Selic?

Em março, o Comitê de Política Monetária (COPOM) anunciou mais um corte na Taxa Selic — a redução para 6,5% representa o menor patamar em duas décadas. Segundo especialistas do mercado financeiro, a tendência é que a taxa se mantenha a baixos níveis pelos próximos anos. O Relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central do Brasil com as expectativas de mercado para as principais variáveis macroeconômicas, indica que a taxa de juros deve cair ainda mais até o final de 2018.

A queda da Taxa Selic é um dos principais fatores a serem analisados antes de ser feita a opção por um investimento. Os sucessivos cortes na taxa de juros têm diminuído a rentabilidade das aplicações em renda fixa. Dessa forma, produtos considerados mais arriscados podem se tornar mais atrativos. Há, portanto, uma tendência de mudança de investimentos de renda fixa para multimercado.

Ainda que as eleições presidenciais possam gerar mudanças na percepção do mercado financeiro, é possível afirmar que o cenário econômico atual é mais propício a determinadas opções de investimentos, como veremos a seguir.

Quais são as melhores opções de investimento para 2018?

Fundos multimercado, ações e fundos de ações e Notas do Tesouro Nacional são algumas das principais opções de investimento a serem consideradas principalmente nesse cenário de juros baixos com a retomada da economia. Saiba o que analisar ao investir em cada um desses produtos.

Fundos multimercado

Os fundos multimercado têm atraído cada vez mais investidores no Brasil. Eles encerraram 2017 com captação líquida de R$ 101 bilhões, o que representa um salto de 414% sobre o ano anterior, conforme informações da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais).

Uma das justificativas para o crescimento dos fundos multimercado está justamente no cenário econômico. Embora sejam investimentos com certa volatilidade, e com mais apetite a risco, os fundos multimercado têm alcançado rentabilidade superior à renda fixa em investimentos de longo prazo.

Para quem busca diversificar investimentos com maior possibilidade de ganho, esses fundos investem em diversas classes de ativos. São exemplos: ações, moedas, commodities, juros e renda fixa (CDB, títulos públicos e privados), podendo também, realizar aplicações de até 20% no exterior.  

Ao recorrer a um fundo multimercado, além de num só produto ter uma diversificação de ativos, o investidor pode contar também com uma gestora de investimentos, que possui uma equipe especializada e dedicada integralmente a analisar e tomar as melhores opções do mercado financeiro buscando maior rentabilidade. Por isso é muito importante escolher com cuidado também o gestor do fundo que irá escolher.

Para a escolha do fundo ideal, você também deve analisar bem as suas características antes de investir, por isso é imprescindível  ler o material de divulgação. Nele você poderá verificar o grau de volatilidade, dado que estes fundos possuem risco e sua rentabilidade pode variar tanto para cima, como também para baixo. Normalmente, em um horizonte de 6 a 12 meses conseguimos ver uma rentabilidade muito superior a de uma renda fixa, porém, é nítida a oscilação na rentabilidade dos fundos multimercados, por isso veja se seu perfil se é adequado para investir nesse tipo de fundo, evitando futuras frustrações por desconhecimento ou desalinhamento de expectativas e objetivo.

Bolsa de Valores

Com a queda da Taxa Selic, os juros sobre as dívidas das empresas também caem, o que reflete positivamente nos fluxos de caixa dessas organizações. Consequentemente, os resultados dessas empresas também poderão ser impactados, com a valorização de suas ações.

Portanto, a Bolsa de Valores se torna um investimento mais interessante com a retomada da economia e o aquecimento da indústria. Para fazer a escolha ideal, o investidor deve observar as empresas que têm e devem se beneficiar do atual cenário econômico. Assim, é importante fazer um acompanhamento periódico do mercado. Lembre-se que grandes retornos dos ativos podem estar atrelados a riscos com grandes perdas. Quanto melhor a diversificação da sua carteira, mais diluído será seu risco.

Caso o investidor se sinta inseguro sobre a compra de ações isoladas, é possível recorrer aos fundos de ações. Esses são produtos possuem basicamente uma carteira de ações, administrada por uma gestora que possui equipes especializadas em monitorar o mercado local e internacional. Neste caso, a gestora analisa e executa, no melhor momento de venda ou compra de uma ação, buscando ganhos acima dos índices conhecidos de mercado, como o Ibovespa, por exemplo.

Os fundos de ações devem manter, no mínimo, 67% da carteira investida em ações negociadas na bolsa ou em mercado de balcão organizado, o que lhe concede o benefício tributário da isenção do come-cotas e a alíquota única de 15% de imposto de renda. Assim como falamos no item acima, analise bem o investimento a ser feito, lendo o material de divulgação do fundo e veja se é adequado ao seu perfil.

NTN-B e NTN-B Principal

Para investidores mais conservadores que buscam primordialmente se proteger da inflação, boas opções no mercado de investimentos são NTN-B e NTN-B Principal. Essas siglas significam Nota do Tesouro Nacional – Série B e hoje são chamadas, respectivamente, de Tesouro IPCA com juros semestrais e Tesouro IPCA+.

NTN-B e NTN-B Principal são títulos públicos que funcionam com uma combinação de um título prefixado (juro real pré-acordado) e um pós-fixado (IPCA do período). Por serem títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), asseguram a rentabilidade real, que é o retorno acima da inflação. Assim, se o investidor mantiver a aplicação até a data de vencimento do título, receberá a variação da inflação do período, acrescida de uma taxa de retorno conhecida e acordada no momento da compra do título.

Em contrapartida, caso o investidor precise fazer o resgate antes do vencimento do título, o rendimento poderá ser diferente daquele acordado na data de compra. Isso acontece porque o papel será recomprado pelo valor de mercado do dia em que é vendido pelo investidor.

A diferença entre a NTN-B (ou Tesouro IPCA com juros semestrais) e NTN-B Principal (ou Tesouro IPCA+) está no pagamento de cupom. Na primeira alternativa, há um pagamento semestral de juros. Já na NTN-B Principal, você receberá toda a rentabilidade do título em seu vencimento.

Todavia, antes de realizar uma aplicação, é importante que o investidor conheça o seu perfil de investimento. Há produtos que são mais indicados para cada um dos perfis, seja conservador, moderado ou agressivo. Com esse conhecimento e informações, é possível identificar as melhores opções para investir com a retomada da economia.

Quer saber quais devem ser os próximos passos para realizar a melhor escolha de onde investir? Entenda, portanto, como a relação risco e retorno impacta seus investimentos!

Onde investir com a retomada da economia? Descubra aqui!
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