Os investimentos são uma forma inteligente de deixar seu dinheiro render, fazendo com que o recurso aplicado trabalhe pelo investidor. Mas não existe uma modalidade de investimento melhor do que a outra, pois tudo depende do perfil do investidor, seus objetivos e fase da vida e de sua situação financeira no momento.

Por isso, os especialistas recomendam diversificar a carteira de investimentos para equilibrar os riscos e favorecer as possibilidades de ter mais rendimento. Continue a leitura deste post e saiba mais sobre o assunto!

O risco-retorno e a diversificação

Os investidores devem entender a relação risco-retorno, pois risco e retorno andam juntos nos investimentos. Em geral, prevalece a regra: quanto maior o risco, maior a possibilidade de retorno.  

Diversificar a carteira de investimentos é uma maneira de diluir os riscos ao mesmo tempo em que se aproveita diferentes oportunidades de render o dinheiro. Por exemplo, considere uma carteira  concentrada apenas em investimentos de renda fixa — ela pode ser mais segura, porém talvez não ofereça o retorno desejado. Enquanto uma carteira centrada somente em investimentos de renda variável estará sujeita às perigosas oscilações do mercado financeiro e poderá gerar grandes perdas.

Assim, a diversificação dos investimentos é a melhor solução para quem deseja ganhar dinheiro sem se arriscar demais.

Os tipos de riscos

Existem 2 tipos de riscos que ameaçam os investidores: os não diversificáveis e os diversificáveis.

O risco não diversificável, também chamado de sistemático, é referente ao risco do sistema, como o próprio nome já indica. Esses riscos podem atingir qualquer modalidade de investimento e referem-se a crises econômicas, guerras, hiperinflação, instabilidade política e muitos outros. No caso de ações, por exemplo, empresas podem ter seus valores de mercado significativamente alterados dependendo da situação da economia nacional/internacional.

Já os riscos diversificáveis são os riscos individuais aos quais os ativos estão expostos. São riscos que envolvem setores ou empresas específicas, e não o sistema como um todo. Um exemplo disso é como a queda do preço de petróleo afeta diretamente as ações da Petrobrás, mas não as do Itaú.

Como diversificar a carteira de investimentos

Para diversificar a carteira de investimentos com segurança, convém aplicar capital em diferentes ativos do mercado financeiro (ações, renda fixa, ouro, fundos de investimentos e assim por diante). Desse modo, o investidor distribuirá com equilíbrio suas aplicações entre classes de ativos que envolvem diferentes riscos. É importante ainda respeitar seu próprio perfil de investidor: conservador, moderado ou arrojado.

 Definido o seu perfil de risco, recomenda-se escolher produtos que abranjam também diferentes setores de nossa economia, como o mercado imobiliário, as ações e o mercado de juros de maneira a evitar ser surpreendido por eventos que prejudiquem de forma única um determinado setor ou classe de ativo.

Veja abaixo os diferentes tipos de investimentos que poderão ser escolhidos para diversificar a carteira de investimentos.

O Tesouro Direto

O Tesouro Direto envolve títulos públicos do governo federal que estão incluídos na categoria de renda fixa: NTN-B principal, NTN-B com juros semestrais, LTN, NTN-F (com juros semestrais), NTN-C (com juros semestrais)e LFT.

Alguns desses títulos são prefixados, ou seja, o investidor fica sabendo no momento da compra qual será sua rentabilidade. Já os pós-fixados acompanham as variações do mercado, podendo apresentar maior ou menor rentabilidade  a depender das condições econômicas vigentes ao longo da aplicação.  

A rentabilidade dos títulos públicos está atrelada a  três indexadores: taxa Selic (taxa básica de juros), IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação) e IGPM (Índice Geral de Preços ao Consumidor, que também  é uma métrica de inflação).

Como já foi dito, quem emite esses títulos é o próprio governo federal, ou seja, o risco de o emissor não honrar seu compromisso é muito baixo.

Os CDBs

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um empréstimo que o investidor faz a um banco e, em troca, recebe juros. Geralmente, esses juros são pós-fixados, o que significa que variam conforme a taxa CDI.

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é o  benchmark para muitos investimentos do mercado. Isso significa que a maioria dos investimentos vão ter suas rentabilidades comparadas ao do CDI, de maneira a tornar possível a comparação de investimentos de classes diferentes.

As LCIs e as LCAs

As LCIs e as LCAs são emitidas pelos bancos e pelo governo com a finalidade de financiar o setor imobiliário e o agronegócio, respectivamente. Trata-se de opções de renda fixa que geralmente oferecem rentabilidade mais atrativa que a dos CDBs.

A desvantagem é que, na maioria dos casos, exigem um capital inicial mais alto. A vantagem é que  essas modalidades de investimento são isentas da cobrança de IR.

Os fundos de investimentos

Os fundos de investimento são uma ótima maneira de diversificar sua carteira de aplicações porque ao adquirir a cota de um fundo de investimento o investidor já está automaticamente diversificando sua carteira. Os fundos de investimento possuem em sua carteira, dependendo de sua classificação, ativos de diferentes tipos. Isso significa que o fundo de investimento faz todo o papel da diversificação para você.

É claro que é preciso ficar atento às classificações dos fundos. Um fundo de ações naturalmente possui uma percentagem significativa investida em ações, da mesma forma que um fundo de renda fixa terá em sua carteira essencialmente produtos de renda fixa. Dessa maneira, seria interessante adquirir cotas de mais de um fundo de investimento para de fato diversificar sua carteira de investimentos.

Outra opção é adquirir cotas de um fundo multimercado. Como já diz o próprio nome, esse tipo de fundo é autorizado a investir em mercados diversos, o que significa que podem manter posições em ações, renda fixa e outras modalidades menos conhecidas de investimento, tudo em uma só carteira.

A bolsa de valores

Investir em ações envolve, geralmente, riscos bem mais elevados, mas também pode oferecer retornos mais gratificantes. O preço das ações varia conforme as oscilações no mercado. Assim, é preciso acompanhar o mercado para investir em ações com maior segurança ou contratar um profissional responsável pela gestão dos seus investimentos

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Saiba por que você deve diversificar a carteira de investimentos
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