Uma companhia que cuida bem das suas informações já está na frente de seus concorrentes. A segurança de dados vem ganhando relevância nas organizações, justamente pelo valor que os dados assumiram nos últimos anos e pelos crescentes casos de ataques às informações evidenciados pelo mundo.

Os Riscos

Em maio de 2017, diversas companhias de pelo menos 150 países, nos cinco continentes, sofreram um ciberataque, que impossibilitou que colaboradores obtivessem acesso a os seus sistemas e dados. Os prejuízos financeiros foram enormes com a interrupção de processos e atividades.

De acordo com a pesquisa International Business Report da Grant Thornton – The Global Impact of Cyber Crime, em 2016 os prejuízos globais com ataques no meio digital foram de US$ 280 bilhões. Para mitigar riscos de invasões virtuais, é fundamental ter uma boa estratégia de segurança de dados que fortalece os sistemas corporativos.

Fraudes também são um problema comum dentro das empresas. Boa parte delas é decorrente de acessos ilícitos a dados corporativos ou devido a ataques virtuais que capturam informações sigilosas. Para evitar esses acessos não autorizados, cada colaborador deve ter identificação intransferível, única e válida somente durante o tempo em que ele trabalhar na empresa.

Dados de contatos, números de documentos, senhas, entre outros conteúdos que estejam com criminosos podem ser empregados para roubos de identidades e acessos a sistemas sigilosos, trazendo sérios problemas às pessoas lesadas. Isso pode levar até a  processos judiciais contra a organização pela negligência no armazenamento e proteção das informações pessoais.

Segurança da Informação

 Dentro das empresas, circulam milhares de informações sobre negócios, aspectos financeiros, informações de pessoas, etc. Tudo isso deve ser protegido pela Segurança da Informação, que trabalha com três princípios básicos:

  • Confidencialidade: o acesso aos dados da empresa deve ser restrito somente a quem é autorizado;
  • Integridade: sem a proteção ideal, as informações da organização podem ser acessadas e modificadas por terceiros;
  • Disponibilidade: os dados devem estar disponíveis durante todo o tempo para determinadas pessoas, para serem usados como fonte de informação para a tomada de decisões.

No Brasil, a legislação aplicável em matéria de proteção de dados é esparsa, encontrando fundamentos na Constituição Federal, no Código Civil, no Código de Defesa do Consumidor e no Marco Civil da Internet, dentre outros diplomas legais. Aprovado recentemente pelo Senado e no aguardo da sanção do presidente, há o Projeto de Lei do Senado 53/2018, mais conhecido como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que visa regulamentar de forma mais robusta o tratamento e a proteção de dados pessoais no país, por meio da criação de um conjunto de obrigações e responsabilidades para indivíduos e entes públicos e privados, que coletam e usam e utilizam tais informações.

Um incentivo a mais para ficar por dentro desse assunto e se preparar para as mudanças que virão por aí!

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Segurança de dados: a importância de manter as informações seguras na época digital
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